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segunda-feira, 11 de março de 2019

Medicina Natural amplia qualidade do diagnóstico e possibilidades de tratamentos


É cada vez mais comum estar doente. Salas de emergências cheias, clínicas com espera e os pacientes são para as mais diversas especialidades. Com a correria do dia a dia, alguns sintomas são considerados "comuns", como dor de cabeça, ansiedade, problemas com sono, cansaço, intolerância alimentar, irritabilidade e depressão. Ainda que o mundo esteja considerando esse estilo de vida normal, há quem comece a andar pela contramão e busque qualidade de vida. Mas nem sempre consumir medicação é 100% eficaz. Alguns problemas estão tão enraizados que é preciso aprofundar para descobrir a causa de tudo. 

Sempre aliada à medicina tradicional, a medicina natural tem se integrado aos cuidados com a saúde e com o bem-estar, respeitando a integridade completa de cada indivíduo e o equilíbrio. As terapias naturais ou integrativas, para a Organização Mundial de Saúde (OMS), podem ajudar na prevenção de doenças por terem um entendimento mais amplo do processo saúde-doença. Elas são baseadas em conhecimentos tradicionais, presentes no universo há milhares de anos, e que utilizam recursos disponíveis na natureza, como plantas, óleos, flores, métodos manuais, exercícios posturais e de respiração, métodos de auto-ajuda e até intervenções na alimentação. 

Existem várias técnicas utilizadas pelas terapias naturais, desde as que abrangem a área corporal às que abrangem a área vibracional. Na área mental, as práticas podem acessar sentimentos e emoções que provoquem problemas como depressão e ansiedade. 

A terapia do canto

Idealizadora da técnica Cantodrama, Débora Cestaro explica que o método é uma técnica psicodramática que utiliza o canto espontâneo e criativo como uma possibilidade terapêutica individualmente ou em grupos. "É um recurso do Psicodrama, que é uma abordagem de tratamento da psicologia, que pode ser utilizado como diagnóstico e tratamento de questões emocionais, comportamentais e existenciais".

Em sessões individuais ou em grupo, a terapia convida o paciente a criar e cantar sua própria música, sem exigir que as palavras sejam conhecidas ou façam sentido. O Cantodrama é uma técnica extremamente emocional, que acessa os níveis mais inconscientes do ser. Durante a sessão não é preciso pensar para fazer acontecer, basta sentir e deixar fluir. 

Através daquilo que se sente, com palavras "ininteligíveis" ou que contem sobre seus sentimentos, o paciente cria a canção. "Não precisam ser músicas que já existem. A criação é feita ali na hora, no aqui e agora, da música que expressa o que a pessoa está sentindo naquele momento", destaca Débora Cestaro.

Seja o medo de uma mudança, seja a angústia de uma separação, de acordo com Débora, em vez de falar com palavras, pelo uso da razão, o paciente é convidado a cantar. "O Cantodrama perpassa pela razão e pelo uso das palavras, cantado a gente abre o coração e fala daquilo que às vezes a gente não tem coragem de dizer, mas com o canto a gente diz. Cantar acessa o sistema límbico, o sistema que traz prazer, que libera endorfina, o cérebro relaxa. É muito profundo e pode ser muito divertido". 

A idealizadora alerta ainda que não há restrição de idade. "Um bebê não teria condições de fazer uma música, mas com a musicalidade do bebê, com a emissão dos sons, o jeito que ele fala, que balbucia, nós temos um indicativo se ele está nervoso, calmo, com fome. Não há limite de idade, é você estar inteiramente com o canto do outro, com a musicalidade do outro". 

Ainda segundo Débora, em grupo, o paciente pode estar em uma ligação télica. "Quando eu canto a canção que diz completamente como eu estou e eu reconheço o meu coração através do canto do outro", explica. 

Com o Cantodrama, o que pode ser tratado e resolvido são as questões do passado, questões do aqui e agora, dos sonhos e dos desejos para o futuro. "Eu posso cantar como eu gostaria que fosse o meu futuro, o que me espera. Ou falar do meu presente, o que eu preciso me transformar, o que eu estou sentindo aqui e agora. Ou do passado, a saudade do que já se foi, de alguém. Ou cantar refazendo uma cena ocorrida, coisas que não foram muito boas", pontua Débora.



A terapia das flores


As terapias naturais não substituem a medicina tradicional. A prática precisa ser aliada ao tratamento médico para a promoção da saúde. No entanto, em alguns casos, o paciente não precisa estar doente para procurar o tratamento. 
Os florais de Bach têm como objetivo o equilíbrio das emoções, utilizando compostos energéticos, chamados essências de florais, cada essência é indicada para trabalhar emoções especificas ou conjunto de emoções. A terapeuta Sônia Lima explica que a técnica foi desenvolvida por Edward Bach e compõe uma terapia alternativa, inspirada nas clássicas tradições homeopáticas.  
"Para o Dr. Bach, a personalidade da pessoa devia ser tratada, não a doença. A doença seria o resultado do conflito da alma e da personalidade. Comparando com um tonel de água, às vezes, a água está parada e não é possível ver as impurezas que estão escondidas no fundo, que pode ser entendido como o inconsciente, mas tudo que está guardado provoca uma reação ou algum comportamento. Com a terapia de florais, as 'sujeiras' escondidas aparecem na superfície e podemos, com amor e cuidado, fazer uma limpeza". 
Através de variados métodos, de acordo com Sônia Lima, é possível investigar o que está ocasionando o desequilíbrio e assim pode ajudar o paciente a lidar com problemas como: estresse físico ou emocional; dores nas costas; tensão excessiva; depressões; insônia; TPM; ansiedades; medos; síndromes; bloqueios e traumas.
"As terapias também podem ajudar a clarear questões como insatisfação no trabalho, problemas nos relacionamentos, falta de prosperidade financeira, baixa autoestima, falta de autoconfiança e inseguranças", destaca a terapeuta.
Ainda segundo Sônia, é sempre importante que o tratamento seja associado a medicina tradicional e é preciso buscar um profissional qualificado para avaliar o método mais adequado. "A escolha da terapia é tão importante quanto à escolha do terapeuta. O encontro deve ser confortável e de confiança, essa sintonia ajuda muito na evolução desses tratamentos".

Oferta na saúde pública

Em 2017, o Sistema Único de Saúde (SUS) passou a oferecer terapias naturais, como meditação, arteterapia, reiki, musicoterapia, tratamento naturopático, tratamento osteopático e tratamento quiroprático. Em 2018, foram incluídas práticas como aromaterapia, cromoterapia, hipnoterapia e terapia de florais.
Em Maceió, os pacientes do Bloco J do Posto de Atendimento Médico (PAM) Salgadinho, no Poço, têm acesso às práticas integrativas, como homeopatia, acupuntura e  Lian Gong, que é uma prática chinesa desenvolvida por um ortopedista, que descobriu os benefícios da união da medicina oriental com a ocidental para as articulações.


A coordenadora do Programa de Homeopatia da unidade, Lílian Espíndola, explica que há 16 anos o PAM Salgadinho oferta as práticas. "No início, foram pouco pacientes, mas hoje contamos com mais de 100. São mulheres, crianças, homens e idosos, que apresentam problemas osteoarticulares, depressão e ansiedade e têm o objetivo de melhorar a qualidade de vida, que tem problemas". 
O posto oferece ainda práticas como meditação, Reiki, Biomagnetismo, yoga e massagem, mas, segundo a coordenadora, essas ainda não estão regulamentadas pela Secretaria Municipal de Saúde e acontecem de forma voluntária. 
Para os atendimentos de homeopatia e acupuntura, os pacientes precisam ter prévio encaminhamento médico e a marcação para as consultas ocorre pelo Complexo Regular da Assistência (Cora). As receitas dos medicamentos prescritos são especiais e carimbadas com a marca do Sistema Único de Saúde (SUS) para que os pacientes possam obter descontos de 50% nas farmácias de manipulação conveniadas. "São disponíveis cinco profissionais na área de homeopatia e quatro na área de acupuntura. Temos registrado uma grande procura, que representa a eficácia do tratamento", destaca Lílian. 
Ela explica ainda que os pacientes gostam do atendimento por ser de uma forma individualizada, como é característica da homeopatia e da acupuntura. "O paciente é visto como um todo. Eles gostam que a prática do médico observar o doente e não a doença. Isso é muito importante para que o paciente se sinta bem durante a consulta e causa uma expectativa positiva e uma eficácia no tratamento, que faz com que o paciente retorne a consulta se sentindo bem". 


A coordenado alerta que, assim como na medicina tradicional, as práticas também têm limitações. "Não são todos os casos que a homeopatia e a acupuntura resolvem tudo, mas, com certeza, temos um registro de eficácia muito grande nos tratamentos realizados no Bloco J. Os benefícios são inúmeros. Não se trata apenas a doença, trata o doente. O que faz com que o paciente se sinta bem, melhore das queixas iniciais, melhore das condições gerais e tenha uma qualidade de vida melhor. O fato em si de ser uma medicina humanizada já ajuda bastante, o paciente se sente acolhido". 
No PAM Salgadinho os atendimentos começam ainda no primeiro ano de vida. "Ao longo desses 16 anos, temos pacientes que já são adultos e continuam sendo atendidos". Além das vantagens físicas para os pacientes, a saúde mental e a convivência são desenvolvidos por meio das atividades.

Por: Gazeta Web
 
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