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domingo, 3 de março de 2019

“Doença do beijo”: médico alerta para aumento de casos no período do Carnaval



Carnaval é, para muitos, época de festa, diversão e muitos beijos. O que poucas pessoas sabem é que, com o simples ato de beijar, é possível adquirir uma doença chamada mononucleose – também conhecida como “doença do beijo”. Trata-se de uma infecção causada por um vírus que pode estar presente na saliva chamado Epstein-Barr (EBV).

O alerta é do médico da rede Hapvida Saúde, Fernando Chagas. Segundo ele, o número de casos da doença aumenta no período do Carnaval.

 “A transmissão dessa doença se dá através do contato direto entre a saliva contaminada e a mucosa saudável, por isso, a mononucleose é conhecida como a doença do beijo. Adolescentes e jovens adultos costumam ser os mais afetados, por isso é importante fazer esse alerta, principalmente nesse período”, destacou Fernando Chagas.

Segundo o médico, a ‘doença do beijo’ é caracterizada por sintomas como sensação de mal-estar, dores de cabeça e de garganta, febre, surgimento de ínguas e uma hepatite leve (pode até ter diarreia e dores no corpo). Outros sintomas menos comuns são o aumento do fígado e do baço, e em cerca de 5% das infecções ocorre o aparecimento de manchas na pele, que lembram o sarampo. Uma segunda infecção raramente apresenta sintomas, pois o primeiro contato com o vírus gera imunidade permanente.

Fernando Chagas alertou ainda que pessoas que estejam com o sistema imunológico mais debilitado ficam mais vulneráveis a adquirir as infecções. “Principalmente no Carnaval, em que as pessoas comem pouco e bebem muito, ficam com o organismo um pouco mais suscetível a essas doenças. Por isso, é importante manter uma boa alimentação e evitar os exageros”, recomendou.

Ele acrescentou que o tratamento é realizado com antiviral. Porém, os medicamentos apresentam toxicidade sobre os glóbulos sanguíneos e os rins. Por isso, exigem cuidado na administração intravenosa e acompanhamento clínico e laboratorial criterioso. O tratamento tem duração variável, mas deve ser feito por pelo menos um mês.

Confira outras doenças que também podem ser transmitidas pelo beijo:

Herpes labial: a doença provocada pelo vírus da herpes simples provoca feridas nos lábios, face ou interior da boca semelhantes a aftas. A crise dura certa de uma semana e volta de tempos em tempos, principalmente em situações de baixa imunidade. Medicamentos antivirais podem ser indicados para tratar as crises.

Sapinho ou candidíase oral: trata-se de uma micose provocada pelo fungo Candidaalbicans. Ela se manifesta por pontos brancos e escamosos na língua e na parte interna das bochechas. O tratamento pode envolver o uso de medicamento antifúngico.

Cárie e gengivite: como doenças infecciosas provocadas por bactérias, também podem ser transmitidas pelo beijo. No entanto, quem mantém uma boa higiene bucal não deve ser infectado ainda que entre em contato com as bactérias.

Sífilis: a sífilis secundária, segunda fase da doença, pode provocar lesões na pele e boca. Nesta fase, a bactéria Treponema pallidum, que provoca a doença, pode ser transmitida pelo beijo.

Por: Cada Minuto
 
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