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segunda-feira, 6 de agosto de 2018

O desconforto de Rodrigo Cunha e do PSDB na chapa de Collor

Foi visível na convenção que anunciou o senador Fernando Collor de Mello (PTC) como candidato ao governo, o desconforto do PSDB dentro da coligação. No palanque montado para a fala de Collor e dos aliados, não estava presente o ex-governador Teotonio Vilela Filho (PSDB), nem o prefeito de Maceió, Rui Palmeira (PSDB). Este se fez representado pelo vice-prefeito, Marcelo Palmeira (PP). 
Quem lembra de 2014, vai lembrar dos embates entre Collor e Vilella. Naquele tempo, Collor era um amigo e apoiador do governador Renan Filho (MDB), como sempre foi. Afinal, Collor tem indicações no Palácio República dos Palmares. A política é um mundo cheio de voltas, que faz com que agora - e somente agora! - Collor chame os palacianos de “mundo dos poderosos”, como se ele estivesse fora desse grupo. É uma piada! 
Ainda quanto às convenções, o deputado estadual e candidato ao Senado Federal, Rodrigo Cunha (PSDB), sequer se fez presente e, ainda no dia de ontem, 05, divulgou um vídeo em que as entrelinhas e as linhas de suas falas dizem mais que o suficiente. Cunha, como já era esperado, parte para uma campanha solitária, em que não pretende “misturar” seu nome ao dos demais da chapa majoritária. 
O desconforto foi tão grande que até mesmo o vereador Kelmann Vieira (PSDB), anunciado como vice de Collor, passou pouco tempo no palanque e sequer falou durante o evento. Ele foi anunciado em um evento que ocorreu em outro lugar da cidade. Chegou ao lado de Collor com a convenção partidária já em andamento. Todavia, Vieira foi tão discreto quanto possível. 
Fernando Collor de Mello, portanto, começa o processo eleitoral dentro de um bloco onde alguns coligados possuem uma certa rejeição ao seu nome. As movimentações foram tão intensas durante a convenção “collorida”, que nasceu - nos bastidores - até o burburinho de que o PSDB buscava formar um outro bloco, no qual estaria Rodrigo Cunha. Ou a informação que circulou não era verdadeira, ou não se concretizou. 
O fato é que o nome de Collor ganhou projeção no grupo político nas últimas horas do sábado, dia 04, quando foi visto como a única alternativa de ter um nome que pudesse bater de frente com o Palácio República dos Palmares, forçando um processo eleitoral onde até então, conforme as pesquisas, Renan Filho tinha uma vantagem imensa. 
Collor - em que pese todas as crítica que possam ser feitas a ele - possui capilaridade eleitoral e obriga o Palácio República dos Palmares a não tratar a eleição majoritária para o governo do Estado com displicência, focando apenas na reeleição do senador Renan Calheiros (MDB). Desta forma, equilibra-se um pouco a briga, o que pode trazer benefícios ao senador Benedito de Lira (PP). Razão pela qual o nome de Collor foi tão defendido pelo PT. Motivo pelo qual a aliança entre Benedito de Lira e Collor foi tão enaltecida na convenção. 
Para Fernando Collor de Mello, a eleição de agora antecipa o cenário possível de 2022, quando, se eleito, Renan Filho pretende disputar o Senado Federal. Collor antecipa a briga e ainda aposta em um recall político para aquela eleição. E se Fernando Collor ganhar uma eleição assim? Bem, não se joga fora uma vitória. A readequação dos planos será bem-vinda ao grupo político, que passará a ter mais poder em Alagoas. 
O grupo de Collor conseguiu sustentar 12 siglas partidária, apesar das insatisfações (em especial de parte dos tucanos). 
Como as demais estrelas tucanas não participam do pleito, podem “lavar as mãos”. Já Rodrigo Cunha, terá o desafio de ser o candidato solitário apesar das convenções. E ele já deixou claro isso em vídeo: será um candidato anti-sistema político, já que - em sua visão - é esse sistema que acaba forjando alianças das quais seu partido agora faz parte. 
Por: CM

 
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