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domingo, 22 de abril de 2018

Após janela partidária, onze deputados estaduais de Alagoas trocam de partidos



O que leva um político a mudar de sigla partidária? Identificação ideológica? Sobrevivência política? Problemas internos? As justificativas apresentadas por eles são diversas e crescem a cada janela partidária. Os argumentos oficiais dados por eles compõem apenas uma parte do enredo que é apresentado à sociedade como versão oficial sobre a "nova casa", mas especialistas e caciques políticos apontam que, na verdade, o principal motivo é a sobrevivência nas eleições e uma parcela generosa do fundo partidário para os gastos eleitorais que batem à porta.

Na Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE), 11 deputados aproveitaram a janela partidária e migaram de legenda. O partido do governador Renan Filho, o MDB, foi o que mais perdeu representativa na Casa de Tavares Bastos. Três parlamentares deixaram o "aconchego" do partido com maior representatividade no Congresso Nacional para tentar a sorte em outras siglas. Jairzinho Lira deixou o MDB e voltou para o PRTB, onde foi eleito deputado estadual nas eleições de 2014. 

A deputada Thaíse Guedes deixou o MDB e foi para o PTB, liderado em Alagoas pelo deputado Antônio Albuquerque. O deputado de primeiro mandato Davi Davino Filho saiu do MDB e foi para o Partido Progressista, comandado pelo senador Benedito de Lira, que busca a reeleição ao Senado Federal. Léo Loureiro também mudou de casa, saindo do PPL e indo para o PP de Biu. Apesar de terem deixado o partido do "governador", a mudança não significa que os deputados passarão a votar contrários aos projetos e matérias envidas pelo Poder Executivo para o parlamento. Apesar do MDB perder deputados, o partido segue com a maior bancada na Casa, seguido PP. 

O deputado de primeiro mandato Gilvan Barros Filho abriu asas do ninho tucano e migrou para o PSD do deputado Eduardo Hollanda e do ex-ministro do Turismo e candidato ao Senado Federal, Marx Beltrão. O deputado Sérgio Toledo, que projeta deixar a ALE e ocupar uma cadeira na Câmara Federal, foi para o PR presidido no estado pelo ex-ministro do Transportes e candidato ao Senado, Maurício Quintella Lessa. Severino Pessôa, antes PSC, agora é PRB.

Por sua vez, o deputado Inácio Loiola, que foi um dos primeiros a aproveitar a abertura da janela partidária, saiu do PSB - do deputado federal JHC - para engrossar as fileiras do PDT de Ronaldo Lessa, coordenador da bancada federal. Carimbão Jr. rumou do PHS para o Avante. O deputado Marcelo Victor trocou o PSD pelo Solidariedade (SD). Ele pode disputar uma vaga na Câmara Federal. 

Já o deputado Marcos Barbosa saiu do PRB e retornou para o PPS, onde foi eleito para o atual mandato. A chamada janela partidária, que foi promulgada em fevereiro de 2016, por meio da Proposta de Emenda à Constituição (PEC 182/2007), permite aos detentores de mandato eletivo a troca de legenda sem a perda do cargo por infidelidade partidária.

Fonte: GazetaWeb
 
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