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quarta-feira, 4 de abril de 2018

Alagoas tem menor número de homicídios no primeiro trimestre em 10 anos



O Estado de Alagoas registrou o menor número de homicídios no primeiro trimestre nos últimos 10 anos. Os dados foram apresentados em entrevista coletiva concedida na manhã desta quarta-feira (4), no Palácio República dos Palmares, pelo governador Renan Filho e pelo secretário de Estado da Segurança Pública, Lima Junior.

De acordo com as informações levantadas pelo Núcleo de Estatística e Análise Criminal (Neac) da Secretaria de Estado da Segurança Pública, a queda chegou a 32% em comparação com o mesmo período de 2017. De janeiro a março, foram registradas 411 mortes violentas no Estado, contra 608 nos primeiros três meses do ano passado. Na série histórica dos últimos 10 anos, esse número chegou a 626 em 2011.

No mês de março, foram 133 ocorrências, uma redução de 33% em comparação com as 198 registradas no mesmo mês de 2017 e também o menor índice da última década. Em março de 2011, 232 pessoas foram vítimas de morte violentas, de acordo com a série histórica. Na comparação com 2017, Alagoas registrou, em janeiro, 162 mortes, em fevereiro, 116 e em março, 133. Nos mesmos meses do ano passado, esses números foram de 208, 202 e 198, respectivamente.


“Vivemos o primeiro trimestre menos violento dos últimos 10 anos. Este ano, tivemos 197 mortes a menos do que no primeiro trimestre do ano passado. Isso é algo muito significativo. Seria o mesmo que não ter nenhum homicídio na capital durante cinco meses. Na série histórica do trimestre, nós tivemos três anos com números muito próximos, entre 1.813 e 1.917, em estabilização. Houve uma pequena curva ascendente, mas Alagoas chegou a ter 2.417 homicídios em. Quando a gente compara o quadriênio de 2015 a 2018 com 2011 a 2014, talvez seja Alagoas o único Estado do Brasil que reduziu violência nesse período. Isso é muito significativo em se tratando do Nordeste. Isso afeta setores como o turismo. Aqui em Alagoas, nós tivemos, com relação a 2014, uma média de redução de 300 a 400 homicídios”, explicou Renan Filho.

O governador lembrou a onda de violência registrada na maioria dos estados brasileiros no início de 2017, causando revoltas em presídios e o enfrentamento, nas ruas, de integrantes de facções criminosas rivais, o que provocou um aumento no número de mortes registradas em Alagoas. Porém, de acordo com Renan Filho, a crise no Estado foi revertida graças às políticas integradas de segurança pública. Os números, na avaliação do governador Renan Filho, refletem os esforços do Estado na integração de políticas públicas.

“No ano passado, tivemos uma elevação no número de homicídios no primeiro trimestre, chegando a 608, justamente porque vivemos aqui um início da guerra de facções criminosas registrado em todo o país, que não foi estabilizada na maioria dos outros lugares. Em Alagoas, isso foi contornado e tivemos o melhor resultado dos últimos 10 anos no trimestre em 2018. Isso demonstra que ações da segurança pública como a Força Tarefa, os Centro Integrados, os avanços no âmbito da tecnologia como os radiocomunicadores digitais, o laboratório forense, isso tudo integrado ao trabalho das polícias Civil e Militar, tem trazido para Alagoas esse resultado”, avaliou o governador.


“Alagoas caminha na contramão da crise. Enquanto o Brasil inteiro explodiu em violência, a gente reduz violência de forma continuada e tendo os melhores resultados justamente neste ano em que outros estados do Brasil estão com crise no sistema prisional, salários atrasados no aparato de segurança, entre outros problemas. Aqui, seguimos reduzindo a violência. Houve uma mudança na postura, com investimentos em segurança, convocação da reserva técnica e realização de concurso, lançamento do programa Ronda no Bairro. Vivemos um momento de dedicação dos agentes da segurança pública e uma maior proximidade com a população”, lembrou.

Renan Filho apresentou ainda o gráfico que mostra o percentual de homicídios registrados em Alagoas para cada 100 mil habitantes. “Essa é uma curva importantíssima. É a curva do comportamento. Em dezembro de 2011, eram quase 80 homicídios para cada grupo de 100 mil habitantes em Alagoas. Em março de 2018, são 50 para cada grupo. Essa é a diferença que tirou Alagoas do primeiro lugar na violência no Brasil por quase 10 anos e colocou o Estado na quinta posição e Maceió na nona posição entre a capitais. Nós estamos hoje no menor ponto dessa curva”, apontou o governador.

Maceió

O número de homicídios na capital alagoana no primeiro trimestre de 2018 também foi o menor registrado na última década. No período, foram 134 ocorrências em Maceió, uma redução de 40% com relação as 225 registradas no período em 2017, ainda sob a influência do enfrentamento de facções criminosas no Brasil. Na série histórica, Maceió chegou à marca de 254 mortes violentas no primeiro trimestre de 2011.


Em janeiro, a capital alagoana registrou 54 homicídios. Em fevereiro, 37 e, em março, 43 mortes violentas. Nos mesmos meses do ano passado, os números chegaram a 79 em janeiro e 73 em fevereiro e março. “É na capital onde ocorre a disputa pelo mercado da droga com mais ênfase, o que aumenta o número de crimes contra a vida. Tivemos elevação do ano passado como consequência da disputa entre facções. No mês de março, entre 2010 e 2013, as mortes giravam em torno de 80. Em 2008, foram 95. Em março de 2018, tivemos 43, um patamar muito abaixo. No trimestre, tivemos redução em 2015 e 2016. Em 2017 tivemos um resultado próximo, mas um pouco mais elevado, e em 2018 a gente conseguiu reduzir novamente, demonstrando que a segurança pública hoje em Alagoas tem uma capacidade de resposta maior do que média nacional. Só na capital o número de vidas poupadas no trimestre em relação ao ano passado foi de 91”, destacou o governador.

Para cada grupo de 100 mil habitantes, segundo Renan Filho, a redução no número de mortes em Maceió também chama a atenção. “Em 2008, o gráfico mostrava mais de 100 homicídios para cada grupo de 100 mil habitantes. Hoje, estamos com 55 para cada 100 mil. Isso é metade do que a violência já foi aqui na capital em relação a mortes violentas. Quando você reduz o número de homicídios, todos os outros crimes tendem a ser reduzidos, porque o crime mais difícil de combater é o crime contra a vida, que se relaciona com o mercado de drogas. No Brasil, o número de mortes hoje é o dobro do que já foi no passado, com uma onda de violência”, acrescentou o governador, lembrando que os dados sobre homicídios informados pelo Estado de Alagoas são considerados hoje, pelo Governo Federal, como os mais fiéis e precisos do Brasil.

Novos esforços

Para o secretário da Segurança Pública, Lima Júnior, os números do primeiro trimestre só reforçam o trabalho integrado que vem sendo realizado pelas forças policiais. Ele também destacou o grande resultado obtido durante a Semana Santa, que historicamente era mais violento que outras datas. Com isso, foi montada um grande esquema de segurança para realizar operações e abordagens em todo o Estado, o que resultou em queda dos números. Ele também agradeceu a parceria e os investimentos realizados pelo governador Renan Filho na pasta.


"É gratificante fazer parte de um governo que realiza investimentos e deu nova cara à Segurança Pública. Hoje temos 12 Centros Integrados em funcionamento, ordens de Serviço para assinar, além de contarmos com a importante parceria da sociedade. Tudo isso reforça nosso empenho para continuar trabalhando para manter Alagoas cada vez mais segura", finalizou.

De acordo com Renan Filho, os esforços para redução dos índices de violência em Alagoas serão intensificados, principalmente com as estratégias da Força Tarefa e dos Centros Integrados de Segurança Pública (Cisps). Os Cisps de Tipo 2, segundo o governador, deverão ser construídos em cidades estratégicas, que apresentam altos índices de violência.

“Com o Cisp Tipo 2, vamos ocupar agora algumas grandes cidades que precisam do olhar especial da Segurança Pública, como Rio Largo, Pilar, Coruripe, Teotônio Vilela e Atalaia. Essas são as cinco cidades que, somadas, chegam a 300 mil habitantes e nós vamos utilizar essa estratégia para aumentar efetivo e reduzir violência, além do avanço dos Centros Integrados do Tipo 1 para cidades em torno de 30 mil habitantes. Também vamos aliar esses esforços à convocação dos aprovados no último concurso público e na realização de novo concurso público em 2018. Com menos violência hoje, a tendência é registrarmos menos violência no futuro, principalmente com a integração de políticas públicas de curto prazo, sobretudo as ações de polícia com investigação, inteligência e investimentos, com as ações de médio e longo prazo, com geração de emprego, escolas em tempo integral, prevenção, cuidados com a ressocialização de menores e mais oportunidades para a juventude”, explicou.

Fonte: Agência Alagoas
 
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