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quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Caminhão atropela e mata 8 em Nova York; prefeito diz que foi 'ato de terror'

Um caminhão invadiu uma ciclovia no sul de Manhattan, em Nova York, na tarde dessa terça-feira (31), atropelando várias pessoas. Oito morreram e pelo menos onze ficaram feridas. O prefeito Bill de Blasio, classificou o caso como um "ato covarde de terror". Já o governador Andrew Cuomo afirmou que não há evidências de um plano maior.
Após atingir os ciclistas, o caminhão seguiu pela rua e bateu num ônibus escolar. O suspeito saiu do veículo gritando e portanto uma arma de paintball e outra de ar comprimido, sendo em seguida alvejado pela polícia e detido.
O jornalista da CNN Jim Sciutto afirma, segundo "múltiplas fontes", que o suspeito gritou "Allahu Akhbar" (Deus é Grande, em árabe). A imprensa americana o identificou como Sayfullo Saipov, um homem de 29 anos originário do Uzbequistão, que teria dois endereços nos EUA - um na Flórida e outro em Nova Jersey. Uma fonte da rede CBS disse que ele teria deixado um bilhete perto ou dentro do caminhão com referências ao Estado Islâmico.
Seis pessoas morreram no local e duas foram declaradas mortas ao chegarem ao hospital. Onze pessoas feridas foram transportadas para receber atendimento médico, mas é possível que existam outras vítimas que deixaram o local por conta própria, afirmou o chefe de polícia.
O governo da Argentina informou em comunicado que há cidadãos do país entre os mortos. O Ministério de Relações Exteriores informou que são cinco os argentinos mortos no ataque. Todos teriam entre 45 e 50 anos e fariam parte de um grupo de amigos que estudaram juntos e foram aos EUA para visitar um ex-colega que mora em Nova York. A viagem seria uma comemoração aos 30 anos de sua formatura em um colégio da cidade de Rosario. A emissora Todo Noticias diz que um dos mortos é o empresário Ariel Erlij, de 48 anos. Outro argentino estaria entre os feridos e fora de perigo.
Uma belga estaria entre os mortos do ataque com caminhão em Nova York, informa a chancelaria da Bélgica. ?Com profundo pesar devo anunciar uma vítima belga em Manhattan, e expresso minhas condolências aos seus familiares e amigos?, postou no Twitter o chanceler belga Didier Reynders. A mulher seria de  Roulers e estaria nos EUA com sua irmã e sua mãe.
Policiais trabalham em local em que houve um tiroteio nesta terça-feira (31) em Manhattan, na West Street 
FOTO: MARTIN SPEECHLEY/NYPD VIA AP











Um homem que estava andando em um Uber no local diz que viu várias pessoas sangrando no chão depois que o caminhão as atingiu. Alif Rahman, de 14 anos, colega de Bahlouli, afirmou ao mesmo jornal que ouviu "de quatro a seis tiros" e conseguiu ver dois corpos debaixo de cobertores da polícia.
"Aconteceu do nada", disse um entrevistado à CNN, sem se identificar. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, foi informado do ataque e disse no Twitter que "parece um outro ataque de alguém muito doente e perturbado". "Não podemos permitir que o Estado Islâmico volte ou entre no nosso país após derrotá-lo no Oriente Médio e nos outros lugares. Já chega!", postou ainda.
De acordo com o SITE Intel Group, que monitora grupos extremistas na internet, o Estado Islâmico divulgou em agosto uma foto de uma pessoa segurando um celular com o logo do grupo jihadista, em um local que seria a menos de 1,6 km do local do incidente desta terça-feira (31). Não há detalhes sobre se de fato há algum tipo de conexão entre a foto postada e o ataque em Nova York.
GazetaWeb.com
 
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