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sexta-feira, 27 de outubro de 2017

UE do Agreste orienta acompanhantes de pacientes sobre perigos do bullying

Orientação e a prevenção podem ser uma ferramenta eficaz de política pública de saúde intersetorial entre a família, a escola e a comunidade

Acompanhantes e familiares de pacientes em recuperação na Unidade de Emergência do Agreste, em Arapiraca, estão recebendo informações e orientações para o combate ao bullying. Uma vez por semana, psicólogos, assistentes sociais e enfermeiros que fazem parte do Núcleo de Segurança do Paciente (NSP), realizam palestras educativas, para tratar do tema com os visitantes do hospital.

Pesquisas em nível internacional revelam que 67% dos adolescentes sofrem bullying, principalmente nas escolas. De acordo com a psicóloga Mônica Leal, as vítimas e os agressores geralmente apresentam autoestima baixa, sobretudo em nível corporal, uma vez que os jovens valorizam muito a beleza e o corpo físico.

Na abordagem com os acompanhantes e familiares de pacientes, a especialista adianta que são repassadas informações acerca dos variados aspectos de bullying. O físico, com agressão física, verbal, psicológica, sexual material e virtual, além do indireto, com isolamento e rejeição à outra pessoa, e o cyberbullying, por meio de televisão, telefones celulares e internet.

“A maioria dos jovens que foram vítimas do bullying apresentaram, na idade adulta, depressão, ansiedade, dificuldade de relacionamento, suicídio e até mesmo casos de homicídio”, explica Mônica Leal, reforçando que o problema atualmente é de saúde pública. Ela diz que a Unidade de Emergência do Agreste o núcleo atende muitos jovens que tentaram o suicídio por serem vítimas de bullying na escola ou na comunidade em que vivem.

“A orientação e a prevenção podem ser uma ferramenta eficaz de política pública de saúde intersetorial entre a família, a escola e a comunidade. Mas para isso é importante o apoio das áreas de educação, saúde e poder judiciário”, afirma Mônica Leal.

A psicóloga esclarece que é fundamental os educadores trabalharem na escola a diferença de gênero, os valores éticos, morais e a inteligência emocional. Mônica Leal orienta que os pais e as escolas precisam monitorar os filhos e os alunos no uso dos tabletes, smartphones, redes sociais e televisão. 

Os meninos sofrem e praticam mais bullying do que as meninas, devido à cultura machista, do poder e da competição. “O mau uso da rede social provoca danos psicológicos às vítimas do cyberbullying, que são constantemente perseguidas pelos agressores”, relata, acrescentando que, nos dias atuais, programas que mostram violência, pedofilia, pornografia e preconceitos sociais estimulam ainda mais o bullying.

 Agência Alagoas
 
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