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quarta-feira, 18 de outubro de 2017

Cerca de 70 pessoas seguem desaparecidas após ataque na Somália


Famílias angustiadas vasculharam nessa terça-feira (17) Mogadíscio, a capital da Somália, em busca de parentes desaparecidos após o ataque desta segunda, que foi um dos piores já cometidos no país. Autoridades disseram que tem as marcas do grupo Al Shabaab, ligado à Al Qaeda, mas este não assumiu a responsabilidade.

O total de 302 mortos deve aumentar, segundo informa a agência Associated Press. Além disso, cerca de 400 pessoas ficaram feridas. Algumas delas têm queimaduras que as deixaram irreconhecíveis. Cerca de 70 pessoas estão desaparecidas, com base em relatos de parentes, de acordo com o policial Mohamed Hussein.

Sentada do lado de fora do hospital, Hodan Ali espera encontrar seu irmão que está desaparecido. Ela mostra às pessoas sua foto em uma tela de celular. Abdiqadir Ali, um motorista de taxi de 50 anos, foi visto pela última vez no sábado quando ia a um hotel para pegar um cliente, antes da grande explosão ocorrer.

"Estou quase desistindo", diz chorando à agência Associated Press. "Nada é mais doloroso do que não saber de seus entes queridos, seja vivo de morto".

Abdulkadir Mohamud também está à procura de seu filho, que está desaparecido desde o dia do ataque. "Eu teria muita sorte se tivesse uma parte de seu corpo", disse em lágrimas. "Não tenho nem seu corpo. Por favor, tragam de volta meu filho".

Doações de sangue

Nos hospitais, a falta de um banco de sangue está prejudicando o atendimento médico aos feridos. O governo pede por doações.

O ministro da Informação, Abdirahman Omar Osman, disse que o país não tem um banco de sangue e que as limitações de seu sistema de saúde estão prejudicando o atendimento. "Estamos pedindo sangue, estamos pedindo assistência para verificar os mortos para que seus familiares tomem conhecimento", disse Osman à Reuters por telefone de Mogadíscio.

Osman disse que os corpos de mais de 100 pessoas enterradas na segunda-feira "estavam irreconhecíveis depois da explosão", e que espera que outros corpos ainda possam ser identificados.

Países como a Turquia, os Estados Unidos e o Catar estão oferecendo assistência médica. Médicos turcos - principalmente cirurgiões e especialistas em ferimentos na coluna - chegaram juntamente com o ministro da Saúde da Turquia nesta segunda-feira e estão tratando feridos em hospitais de Mogadíscio.

Um avião militar dos EUA também aterrissou na capital com ajuda médica e humanitária. O Quênia, vizinho da Somália, disse que iria retirar 31 pessoas feridas para tratamento e que forneceria 11 toneladas de suprimentos médicos.

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