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sábado, 16 de setembro de 2017

Sindicatos repudiam postura de deputado que busca punição para professor

Após pronunciamento do deputado estadual Bruno Toledo do PROS, na sessão da Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE), na última quinta-feira (14), mais de 20 sindicatos do estado divulgaram uma nota onde repudiam "veementemente as posturas autoritárias do parlamentar, e permanecem firmes na defesa dos trabalhadores da educação, que se dedicam para construir a educação pública, gratuita, de qualidade, emancipadora e socialmente referenciada que o povo alagoano merece e precisa".

Durante pronunciamento o deputado anunciou que irá apresentar um requerimento à Mesa Diretora da ALE solicitando a convocação do professor e do diretor da Escola Estadual Lucilo José Ribeiro, em São José da Tapera, no Sertão de Alagoas, envolvidos num polêmica sobre a discussão de identidade de gênero durante atividade em sala de aula. Toledo também defende a convocação do vice-governador e secretário de Estado da Educação, Luciano Barbosa (PMDB). 

A nota critica a postura do deputado ao utilizar o espaço da tribuna para "atacar, constranger e ameaçar os professores do estado de Alagoas, ao proferir e reiterar de forma truculenta as ameaças de criminalização aos professores, ao SINTEAL - sindicato que representa a categoria e seus dirigentes".

Os sindicatos lembram ainda que o Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu a Lei da Escola Livre. "Dessa forma, novamente, o parlamentar desrespeitou o Supremo Tribunal Federal que suspendeu a Lei da Mordaça, pois tenta impô-la na prática, ao tentar criminalizar uma escola e um professor por exercer a liberdade de ensinar e aprender, assegurada pela Constituição Federal no seu art. 206", destaca a nota. 

Os sindicatos destacaram que, ao conceder uma liminar suspendendo na integralidade a lei, o ministro Luiz Roberto Barroso, do STF, declarou "que não tem dúvidas sobre a plausibilidade da inconstitucionalidade integral da citada lei que pretende censurar a Escola de Alagoas". Para os sindicatos, o mais grave é que a "ação do parlamentar é claramente um discurso de ódio e de incitação à violência, e já teve seus efeitos práticos, com ameaças explícitas ao professor e à escola".

Além do Sindicato dos Trabalhadores da Educação de Alagoas (Sinteal), assinaram o documento os sindicatos Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE); Central Única dos Trabalhadores (CUT); Comissão Pastoral da Terra (CPT); Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST); União Brasileira dos Estudantes Secundaristas (UBES); Confederação Nacional dos Trabalhadores da Seguridade Social (CNTSS); Sindicato dos Servidores Públicos Federais da Educação Básica e Profissional no Estado de Alagoas (SINTETFAL); Sindicato dos Trabalhadores da Universidade Federal de Alagoas (SINTUFAL); Sindicato dos Docentes da Uneal (SindUneal); Associação dos Estudantes Secundaristas de Alagoas (AESA); Rede de Educação Contextualizada para o Agreste e Semiarido (RECASA); Sindicato dos Trabalhadores em Seguridade Social de Alagoas (Sindprev-AL); Sindicato dos Urbanitários de Alagoas; Sindicato dos Bancários de Alagoas; Federação dos Trabalhadores Rurais Agricultores Familiares (FETAG); Sindicato dos Trabalhadores ECT Correios e Telégrafos (SINTECT); Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de Alagoas (SindJornal); Sindicato dos Trabalhadores em Sindicatos de Alagoas (SINTESFAL); Marcha Mundial das Mulheres em Alagoas (MMM/AL); Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário de Alagoas (SINDTICMAL); Sindicato dos Trabalhadores da Construção Pesada de Alagoas (Sindticonspal); Instituto Jarede Viana; Rede Nacional de Advogados Populares (Renap-AL). 


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