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terça-feira, 5 de setembro de 2017

Senador Collor afirma que Mercosul é garantia de paz na região

O presidente da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE), senador Fernando Collor (PTC-AL), afirmou que a principal conquista da criação do Mercosul é a garantia de paz para a região. A afirmação foi feita durante a audiência pública promovida pela CRE na noite dessa segunda-feira (4), para debater a situação do Mercosul, 26 anos após sua formação. O senador revelou também que nos próximos meses o bloco deve assinar um importante acordo comercial com a União Europeia, "mostrando que o Mercosul e viável". 
Foi Collor quem sugeriu o debate e presidiu a audiência. Ele era o presidente do Brasil na época da formação do bloco, em 1991. Ao lado dos presidentes da Argentina (Carlos Menem), do Uruguai (Luis Alberto Lacalle) e do Paraguai (Andrés Rodríguez), Collor assinou o Tratado de Assunção, documento que criou o Mercosul. No encerramento da reunião da CRE, Collor se disse um entusiasta dos blocos comerciais e defendeu o entendimento do Mercosul com outros blocos e países. Ele apontou que a integração entre as nações é o caminho para paz. 
Senadores e embaixadores participaram do debate na Comissão
FOTO: AGÊNCIA SENADO

Para o senador, questões políticas e comerciais são importantes em um processo de integração. O ex-presidente apontou, porém, que o principal elemento da implantação do Mercosul foi a construção de um clima de paz no Cone Sul. Collor disse que, na época do nascimento do bloco, havia uma corrida armamentista entre Brasil e Argentina para a construção de artefato nuclear. Essa disputa poderia criar um clima de instabilidade na região, o que foi efeito com a assinatura de acordos, 
Collor lembrou que, pouco antes da assinatura da criação do Mercosul, foi assinado um acordo entre os dois países para a não construção de armas químicas e nucleares. "Em um mundo tão conturbado, quanto não vale essa conquista feita pelo Brasil e pela Argentina? Quem comercializa não quer guerrear, mas quer paz. E integração econômica significa paz", declarou o senador durante a sessão da CRE. 
Infraestrutura
Os participantes da audiência destacaram a importância do Mercosul, mas apontaram que ainda há muita coisa a ser feita para que o bloco tenha mais peso em um mundo globalizado. O professor Luiz Afonso dos Santos Senna, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), e o vice-presidente emérito do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri), embaixador José Botafogo Gonçalves, disseram que o bloco precisa dar mais atenção à infraestrutura e à integração com outros blocos comerciais.
Interação
A deputada Bruna Furlan (PSDB-SP), os senadores Jorge Viana (PT-AC) e Waldemir Moka (PMDB-MS) e vários embaixadores acompanharam a audiência. Jorge Viana pediu uma reflexão sobre a exportação das commodities e cobrou mais apoio aos pequenos exportadores. Já Moka aproveitou para pedir apoio à conclusão do Corredor Bioceânico - ligação rodoviária entre o Brasil e o Oceano Pacífico. A obra foi tema de seu discurso em Plenário.
A audiência foi realizada em caráter interativo. Pela internet, a internauta Mônica Ebersol, do Rio Grande do Sul, pediu mais equilíbrio nas negociações e o fim das sanções comerciais. Já Andréa Campos, também do Rio Grande do Sul, reclamou da interferência política nas negociações comerciais entre os países do bloco.
Convidados apontaram saídas para o fortalecimento do Mercosul
FOTO: AGÊNCIA SENADO



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