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sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Reeducandos despertam talentos com Olimpíada Brasileira de Matemática

Estudos dirigidos motivam estudantes no Núcleo Ressocializador a ampliarem conhecimentos

A Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep) reúne centenas de alunos em uma competição estimulante e inspiradora. A segunda fase da edição ocorrerá neste final de semana e, novamente, o Núcleo Ressocializador da Capital (NRC) se destaca.

Ao todo, seis internos se dedicaram, ao máximo, aos estudos e conseguiram a classificação para a segunda etapa, eliminatória estadual da Obmep. As provas estão agendadas para este sábado (16), com início às 14h, na Escola Estadual Paulo Jorge dos Santos Rodrigues.

Mais do que uma competição, os internos enxergam uma oportunidade para ampliar seus horizontes. “Me interessei pela Obmep, pois é um estímulo diferente. Ocupo minha mente e consigo ter mais chance quando estiver lá fora”, explica o reeducando André da Silva, que participa pela segunda vez da Obmep.

O professor de Matemática José Monteiro também já participou de olimpíadas na época da escola e destaca o impacto das competições em sua vida. “Comecei a ver a disciplina de outra maneira, de uma forma desafiadora. Ela me puxou para outras olimpíadas, como a  de Foguetes, Física, Astronomia, Informática, Robótica e até Biologia. Tudo começou pela Obmep. Participei, gostei e fui estudando para tudo que podia”, ressalta.

Esta não é a primeira vez que reeducandos participam da Olimpíada Brasileira de Matemática. Em 2016, 44 alunos do Núcleo Ressocializador se inscreveram para participar das provas e sete se classificaram para a segunda etapa.

A contínua participação dos alunos reflete o estímulo da Secretaria de Estado da Ressocialização e Inclusão Social (Seris) à educação no âmbito prisional, atendendo aquilo que prevê a Lei de Execuções Penais.

Primeiros passos

“A participação na Obmep estimula valores como disciplina e foco”, explica o professor Monteiro. "É preciso ter muita disciplina se quiser ter um bom resultado em tudo que faz, em especial nas olimpíadas, pois elas exigem do candidato a interpretação, e isso não é tão fácil de aprender. Precisa ter foco se realmente quiser aprender", completa.

Para a segunda etapa da competição, André da Silva segue estudando. “Minha rotina de estudo é na sala de aula do NRC, com o auxílio dos professores. Sempre gostei da Matemática e, agora, estou retomando os estudos na área e está sendo muito proveitoso. A Obmep traz um aprendizado maior, em vários aspectos, tanto pessoal, quanto profissional”, afirmou o reeducando.

“O aluno de uma olimpíada não estuda para passar de ano ou tirar uma nota boa. Ele estuda por prazer, para aprender, e assim toma gosto pelo conhecimento”, completou o professor Monteiro.

A Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas é uma realização do Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada (Impa) e visa estimular o estudo da disciplina, além de revelar talentos e potencialidades dos alunos na área.

Agência Alagoas
 
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