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segunda-feira, 31 de julho de 2017

Quando controlada, a diabetes não oferece riscos à vida do paciente, afirmam especialistas

Foram ofertados à população exames de glicose, aferição de pressão e de fundo de olho e orientações sobre a doença

Filha de diabéticos, a farmacêutica Edna Guimarães, de 53 anos, também sofre com a doençadesde os 40 anos de idade. Ela descobriu sem querer, em exames de rotina, e conta que a vida mudou depois da doença. “Eu amava comer alimentos mais açucarados, doces, chocolates. Mudei a alimentação, mas sei que ainda preciso melhorar em alguns hábitos, por isso estou aqui”.

Edna é uma das mais de 200 pessoas que compareceram neste domingo (30), ao evento ‘Diabetes, todo dia é dia de combater’, organizado pelo Hospital Geral do Estado (HGE), com apoio da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) e parceria da Endovasc.


A farmacêutica Edna contou que assim que viu a divulgação do evento na TV decidiu estar presente. “Tenho um pé que vem me incomodando demais, não perderia esta oportunidade”, referiu.

Na ocasião, orientações foram dadas pelos médicos vasculares, nutricionistas e educadores físicos, mas os exames de glicose, de pressão e de fundo de olho foram a grande procura, esse último uma novidade nos eventos do HGE.

“Encontramos três pessoas com retinopatia diabética e encaminhamos aos centros especializados no tratamento. Ter a união de várias especialidades do saber faz a diferença, torna o serviço mais ágil e eficaz. Essas três pessoas, por exemplo, se não tivessem acesso ao exame poderiam sofrer sérios prejuízos à visão”, avaliou o oftalmologista Carlos Anchieta.


O cirurgião vascular Josué Medeiros explicou os sintomas da doença. “Se, de repente, você passou a sentir mais fome e não engorda, mais sede, aquela sensação de boca seca, faça seus exames, procure o médico, pois podes estar com diabetes. A doença, quando tratada, não oferece riscos. Se já és diabético, cuide da alimentação, faça uma atividade física, observe seus pés, seque-os sempre após o banho, preste atenção nas unhas para não encravar e siga em frente”.

A nutricionista Aline Ribeiro recomendou uma alimentação balanceada com a ingestão de mais alimentos naturais. “Os doces devem ser substituídos por alimentos mais naturais, como as frutas e as castanhas. Hoje existem também as muitas possibilidades no mercado, com os alimentos próprios para o diabético, mas sempre preferimos indicar os naturais”, destacou.

José Agripino, de 68 anos, também participou do evento. Aposentado de São José da Tapera, ele escutou sobre a programação na rádio da cidade e veio realizar seus exames. “Não sou diabético, mais minhas taxas vêm se aproximando, e resolvi saber mais a respeito da doença”, contou.


Para a supervisora médica do HGE, Janaina Gouveia, eventos como este repercutem diretamente no número de pessoas que procuram assistência na unidade hospitalar.

“Controlar a diabetes é importante para preservar a saúde do cidadão e prevenir as complicações renais, vasculares de membros, oculares e cerebrais. E isto ecoa nos atendimentos de pacientes em situações de gravidade do hospital. Quanto mais a sociedade é esclarecida, menos gravidades recebemos por lá”, explicou a médica.

O secretário de Estado da Saúde, Christian Teixeira, reforçou o compromisso com a saúde do alagoano. Segundo ele, a intenção é expandir a ação para o interior.

“Queremos a saúde na rapidez que o alagoano precisa e, para isso, ações como esta devem ser levadas para as mais diversas partes do nosso Estado. A diabetes é um mal que atinge muitos do nosso povo e quando não tratada leva a um nível de gravidade que pode ser fatal. Informar sobre a doença e oferecer exames para que ela seja acompanhada é nosso intuito comumente”, finalizou o secretário.

Agência Alagoas
 
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