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quarta-feira, 12 de julho de 2017

Confira como votaram os senadores alagoanos no projeto de reforma trabalhista

Dos três senadores que representam a bancada de Alagoas no Senado, dois deles, Fernando Collor (PTC) e Renan Calheiros (PMDB), votaram contra a proposta da reforma trabalhista que foi ao plenário em uma sessão tumultuada, na tarde e noite desta terça-feira (11). Collor e Renan defenderam a atualização da legislação, respeitando a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Já o senador  Benedito de Lira (PP)  votou pela proposta, argumentando que o texto não acaba como nenhum direito do trabalhador.

A reforma foi aprovada com 50 votos favoráveis, 26 contrários e uma abstenção.

De acordo com o senador Collor, o necessário agora seria a discussão de uma legislação moderna, prospectiva e capaz de estimular desde a readequação das profissões até a inclusão dos trabalhadores às novas tecnologias e as demais inovações que avançam e se renovam em escala geométrica.  Ao contrário do que defende o atual texto, Collor reforça que é preciso salvaguardar os direitos dos trabalhadores, especialmente daqueles mais vulneráveis, como as gestantes, os terceirizados, os trabalhadores rurais, os mais simples, menos qualificados e, acima de tudo, menos mobilizados. 

"A verdade é que a imposição desta reforma terá somente um efeito: a volta do clima de intranquilidade da classe trabalhadora. Uma intranquilidade que se voltará, paulatinamente, contra o próprio Estado brasileiro. É esta a cena que precisa ser enxergada; é este o cenário que precisa ser descrito e o futuro inovador que precisa se antever. Portanto, não será desmontando a atual base desse novo e necessário arcabouço que estaremos contribuindo para entendê-lo e adaptá-lo à realidade do mundo virtual na produção de bens e na prestação de serviços", apontou.

Segundo Renan Calheiros, a proposta analisada pelos senadores na noite dessa terça-feira representa o projeto de um governo acabado, que está no fim, e, diante disso, o Senado precisaria reagir, sobretudo, ouvindo as ruas. "Este governo está no fim. Parece morto, sangrando, sendo fatiado pelo açougueiro. E o Senado não pode fazer de conta que não está vendo isso", frisou.

Ao encaminhar no plenário do Senado o voto do Partido Progressista como líder, o senador Benedito de Lira destacou que a proposta em votaçaõ não acaba qualquer direito do trabalhador brasileiro. Durante a discussão, o parlamentar chegou a classificar como "incoerência e incosequência" os argumentos da oposição. 

"É uma incoerência e incosequência dizer que lei ordinária revoga Constituiçã. Isso não existe. É isso que estão apontado por aí nas discussões realizadas. Manter a legislação nomoldes atuais é egoísmo de uma minoria que está protegida por ela. Diante de tudo o que foi discutido, precisamos pensar nos mais pobres", expressou.

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