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segunda-feira, 1 de maio de 2017

Sindicatos e trabalhadores rurais voltam às ruas contra reformas do governo




Em pleno Dia do Trabalhador, integrantes de centrais sindicais e movimentos de trabalhadores rurais fazem, na manhã desta segunda (1º), um ato público na orla de Maceió. Os trabalhadores se concentraram no Posto 7, no bairro de Jatiúca, e seguem em direção ao antigo Alagoinhas, na Ponta Verde. 
A principal bandeira de luta dos trabalhadores é o combate às Reformas Trabalhista e da Previdência propostas pelo governo do presidente Michel Temer (PMDB). Os atos desta segunda se concentram em Maceió e recebem pessoas de todo o estado. Outro manifesto aconteceu na última sexta (28), durante a Greve Geral que levou cerca de 12 mil pessoas às ruas da capital. 
Presidente da CUT fala sobre o ato público contra as reformas
FOTO: EDUARDO ALMEIDA
De acordo com a presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Rilda Alves, a mobilização tem como proposta mostrar a rejeição da classe trabalhadora não só em relação às reformas, mas à terceirização, já aprovada pela Câmara dos Deputados. 
"Nós estamos nas ruas para mostrar que não aceitamos nenhum direito a menos. Demos uma grande demonstração na última sexta-feira, quando saímos às ruas, e vamos mostrar novamente à classe política que os trabalhadores rejeitam essas reformas", ressaltou Rilda. 
O presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura, Genivaldo Oliveira, criticou a possibilidade de alteração no regime especial para aposentadoria de trabalhadores rurais e classificou as reformas como um retrocesso. 
Maria Mota saiu cedo de União para participar do ato público
FOTO: EDUARDO ALMEIDA
"Hoje, seria um dia para estarmos comemorando, mas, com esse pacote que o governo federal enviou para o Congresso, nós não poderíamos deixar de sair às ruas para pedir o apoio da população", afirmou Genivaldo Oliveira. 
A trabalhadora rural Maria Mota da Silva, 60 anos, contou que saiu de União dos Palmares, às 6h, para participar do ato. Ela disse que, apesar de ser aposentada, veio lutar para que todos tenham o mesmo direito. 
"Nós chegamos em caravana de União e de Murici para participar do protesto, porque, mesmo que a gente tenha se aposentado, tem muita gente que vai perder esse direito", disse Maria. 
O protesto, que conta com gritos de ordem, reuniu cerca de 5 mil pessoas, segundo estimativa do diretor da CUT, Isaac Jackson. Já a Polícia Militar (PM) não tem um número para ser divulgado porque o Movimento ainda está disperso. Os trabalhadores se reúnem, exibindo faixas, cartazes e convocando a população - através de carros de som - a lutar contra as medidas colocadas pelo governo federal. O ato público bloqueou um dos sentidos da orla da Ponta Verde. 
Centrais sindicais de AL expõem faixa na orla, como forma de protesto
FOTO: EDUARDO ALMEIDA






















GREVE GERAL 
Milhares de pessoas se concentraram, na tarde de sexta, na Praça Centenário, bairro do Farol, em Maceió, para o protesto. Com faixas, bandeiras, cartazes e muitos gritos de ordem, sindicalistas e membros da sociedade civil pediram respeito aos trabalhadores brasileiros. 
Segundo o Centro de Gerenciamento de Crises da Polícia Militar, a concentração do ato reuniu 5 mil pessoas na capital alagoana. Depois, essa estimativa subiu para 10 mil. Já de acordo com os líderes sindicais, esse número chegou a 20 mil. 
Da Praça Centenário, os manifestantes saíram em caminhada pela cidade em direção à Praça dos Martírios, no Centro de Maceió.
Sindicatos e trabalhadores ocuparam calçadão na manhã desta segunda
FOTO: EDUARDO ALMEIDA





















CONTEXTO HISTÓRICO
Prestes a completar 100 anos da primeira greve geral do país, em 1917, a Central Única dos Trabalhadores de Alagoas enxerga no contexto atual que o Brasil enfrenta uma "quadra de luto e de nada para se comemorar". As entidades de classe que representam os trabalhadores brasileiros apontam o presidente Michel Temer como o ''coveiro de direitos trabalhistas". Os sindicalistas se referem aos projetos enviados do Planalto para o Congresso Nacional que versam sobre reformas. 
Protesto na orla da capital também contou com apresentações culturais
FOTO: EDUARDO ALMEIDA





















PROJETOS NO CONGRESSO 
O texto aprovado pela Câmara prevê, ainda, que a negociação entre empresas e trabalhadores prevalecerá sobre a lei em pontos, como parcelamento das férias, flexibilização da jornada, participação nos lucros e resultados, intervalo, plano de cargos e salários, banco de horas, remuneração por produtividade e trabalho remoto. A proposta segue para análise no Senado Federal. 
Sindicalista passa mensagem de ordem durante o manifesto na orla
FOTO: EDUARDO ALMEIDA



Manifestantes pedem a saída do presidente do país, Michel Temer
FOTO: EDUARDO ALMEIDA
Protesto na manhã de hoje contou com bandeiras de entidades sindicais 
FOTO: EDUARDO ALMEIDA










































































































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