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sexta-feira, 12 de maio de 2017

Sesau alerta sobre reforços com prevenção ao Aedes aegypti em época de chuvas


Evitar exposição de pneus para que não se acumule água é uma das principais medidas para evitar doenças relacionadas ao Aedes

Com a chegada do período de chuvas em Alagoas, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) alerta para que a população reforce os cuidados preventivos, visando evitar a proliferação do mosquito Aedes aegypti, vetor da dengue, zika e chikungunya.

De acordo com Carlos Eduardo da Silva, assessor técnico do Núcleo de Vetores, Zoonoses e Fatores Ambientais da Sesau, o aumento das chuvas provoca novos focos de infestação. “É essencial que a população mantenha sua vigilância, evitando depósitos de água parada”, alertou o técnico.

Eduardo Silva ressaltou que a população deve estar atenta e procurar unidades de saúde ao perceberem qualquer sintoma que indique uma infecção pelo mosquito. “Quanto mais cedo for feito o diagnóstico, melhor para a efetividade do tratamento”, destacou. 

O técnico da Sesau lembrou também que a detecção de um caso indica que a região está com o mosquito e serve para que as agentes de endemias investiguem o local e garantam um bloqueio do foco da transmissão.

Estatística

Segundo os dados da Sesau, Alagoas registrou uma diminuição no número das doenças no primeiro quadrimestre de 2017, em relação ao mesmo período do ano passado. “A dengue registrou 7.312 em 2016 e 464 esse ano. Os casos de zika foram de 2.167 no ano anterior e 27 em 2017. Quanto à chikungunya, foram 1.081 casos confirmados em 2016 e 113 até abril deste ano”, informou Eduardo Silva.

O assessor técnico da Sesau ressaltou que essa diminuição se deve a vários fatores. “Houve uma mudança no índice pluviométrico nesse ano e o número de chuvas esperado para os primeiros meses foi muito abaixo do esperado. Isso reduziu o número de focos para reprodução do mosquito”, esclareceu.

Outro fator, destacado pelo assessor, foi a diminuição no número de pessoas suscetíveis às doenças. “Doenças como zika e chikungunya foram introduzidas recentemente em Alagoas e tiveram um auge de infecções em 2015. Com o tempo, o número de pessoas vulneráveis à doença diminui. No caso da dengue, esse número é menor devido aos quatro subtipos da doença, que possibilitam que uma mesma pessoa contraia a infecção repetidas vezes”, ressaltou.

Além dos fatores ambientais e biológicos, o trabalho de identificação e combate feito pelas equipes de agentes de endemias e pela população foi exaltado pelo assessor técnico como fator imprescindível para a diminuição no número de casos.

“O trabalho dos agentes e o compromisso da população foram decisivos para a diminuição das ocorrências. No entanto, é importante lembrar que a luta continua e que todos devem fazer a sua parte, garantindo que Alagoas continue a observar um menor número de infecções”, reforçou Eduardo. 

 Agência Alagoas
 
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