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quarta-feira, 3 de maio de 2017

Apesar da greve, Correios garantem distribuição de correspondências em Alagoas

Apesar da greve por tempo indeterminado, deflagrada pelos funcionários dos Correios em Alagoas, na semana passada, a empresa emitiu uma nota, na manhã desta quarta-feira (3), informando que a distribuição de correspondências e encomendas segue normalmente. O sindicato que representa a categoria rebate o posicionamento oficial. 

A categoria luta contra o fechamento de agências, ameaças de demissões, privatização e as Reformas Trabalhista e Previdenciária. O movimento grevista segue recomendação nacional. 

Como resposta à paralisação, os Correios divulgaram uma nota oficial, destacando que, tanto em âmbito nacional quanto estadual, todos os esforços estão sendo feitos para reduzir os efeitos da greve para os clientes e a população em geral. 

"Em Alagoas, todas as agências dos Correios da capital e quase a totalidade do interior estão em funcionamento. Quanto ao setor de distribuição, a paralisação afeta cerca de 60% dos empregados dos sete Centros de Distribuição Domiciliária (CDDs) e, aproximadamente, 80% do Centro de Entrega de Encomendas, que fica situado no Distrito Industrial de Maceió", diz trecho da nota. 

A empresa informa, ainda, que a distribuição de correspondências e encomendas está ocorrendo, mesmo com as restrições. Para isso, os Correios pedem a compreensão da população, neste momento delicado, e destaca que os clientes devem aguardar sua encomenda em casa. 

"Os Centros de Distribuição não devem ser procurados, uma vez que os esforços e a força de trabalho em contingência estão voltados para o tratamento e distribuição e não para o atendimento interno", reforça a empresa. 

GREVE GERAL

Os trabalhadores dos Correios deflagraram, no último dia 27, greve por tempo indeterminado. Em assembleia, os funcionários definiram a pauta da mobilização, buscando lutar contra o fechamento das agências, as ameaças de demissões e privatização. A categoria também se mobiliza contra as Reformas Trabalhista e Previdenciária propostas pelo Governo Federal.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Empresa de Correios e Telégrafos de Alagoas (Sintect-AL), Altanes Holanda, contesta a nota oficial da empresa, afirmando que, apenas, 20% a 30% do efetivo está atuando na entrega das encomendas. 

"Rebatemos esta informação de que a entrega 'segue sendo realizada', porque é como se tudo ocorresse normalmente, o que não é verdade. A empresa está cumprindo o papel dela, mas isso não procede. A situação é grave, as agências estão fechando e muitos trabalhadores poderão ser demitidos", disse Altanes. 

Hoje, às 15h, o presidente da entidade participa de uma audiência de mediação junto com a empresa, na sede do Tribunal Superior do Trabalho (TST), em Brasília. 

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