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quarta-feira, 5 de abril de 2017

Policiais federais entram em estado de greve contra a reforma da Previdência


Policiais federais de Alagoas promovem um ato público, nesta quarta-feira (5), e vão entrar em estado de greve, atendendo decisão do Conselho de Representantes da Federação Nacional dos Policiais Federais (FENAPEF). O órgão colegiado é constituído pelos 27 Sindicatos dos Policiais Federais do Brasil -, que deliberou e aprovou por unanimidade oposição à Reforma da Previdência, projeto do governo federal. 

Segundo informações da assessoria da Polícia Federal de Alagoas, o ato acontece às 10h, em frente à superintendência, no bairro do Jaraguá, em Maceió, a fim de que a categoria delibere sobre a decretação de "Estado de Greve", como forma de protesto contra a PEC 287/2016, que acaba com a aposentadoria policial e a Previdência Pública como um todo.

Todos os policiais federais, profissionais da segurança e demais membros da sociedade civil estão convidados a participar dessa assembleia geral coletiva, que buscará debater o tema e tornar público o repúdio dos policiais ao teor da proposta de reforma.

O presidente do Sindicato dos Policiais Federais de Alagoas, Flávio Moreno, afirma que a decisão unânime dos representantes nacionais durante assembleia geral ocorrida em Brasília, nos dias 30 e 31 de março, foi a decisão mais acertada em defesa da atual e futura gerações de brasileiros.

"Um governo com nove ministros e um congresso com centenas de parlamentares envolvidos nas denúncias da Lava Jato e casos de corrupção não tem legitimidade moral e ética para retirar direitos conquistados a duras penas pela população do país, para atender interesses escusos de políticos, bancos e empresas de previdência privada. A Lava Jato mostrou como funciona. A conta da corrupção não pode ser paga pela sociedade, e somente um novo governo e congresso podem reformar a Previdência. Primeiramente, que retornem aos cofres públicos os bilhões de reais desviados pela corrupção, todos os anos", comentou Moreno. 

As operações e trabalhos de Inteligência desenvolvidos pelos agentes federais não vão ser afetadas pelo estado de greve.

Os policiais federais que já mostraram ser contrários à reforma em atos promovidos pela União dos Policiais do Brasil também decidiram, nacionalmente, juntar-se às outras categorias e entidades, tais como Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Alagoas (OAB/AL), Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e centrais sindicais.


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