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terça-feira, 25 de abril de 2017

Moro deve ouvir Marcelo Odebrecht e outros delatores novamente sobre Palocci

O juiz federal Sérgio Moro decidiu nesta segunda-feira (24) intimar sete réus na ação penal que envolve o ex-ministro Antônio Palocci, para que eles prestem novos depoimentos. Todos são delatores que integram o grupo de 77 pessoas ligadas ao grupo Odebrecht. Os novos depoimentos foram pedidos pela defesa de Palocci. O processo está em uma das fases finais.

O que motivou o pedido foi a queda da quebra de sigilo nos acordos de delação premiada, realizado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Os depoimentos deles constantes nos acordos devem ser anexados pelo Ministério Público Federal ao processo que já está em andamento.

Os novos depoimentos serão no dia 5 de maio. Moro vai ouvir Fernando Migliaccio da Silva, Hilberto Mascarenhas Alves da Silva Filho, Luiz Eduardo da Rocha Soares, Marcelo Bahia Odebrecht, Marcelo Rodrigues, Olívio Rodrigues Júnior e Rogério Santos da Araújo.

De acordo com o juiz, os novos depoimentos não devem invalidar os anteriores. "Permanecem válidos os depoimentos anteriores e os novos interrogatórios versarão apenas sobre eventuais perguntas adicionais, em vista do teor dos acordos de colaboração e dos depoimentos prestados no acordo, da Defesa de Antônio Palocci Filho", disse Moro no despacho.

João Santana e Mônica Moura

No mesmo pedido, a defesa de Palocci também requisitou a Moro que fizesse novos interrogatórios do marqueteiro João Santana e da mulher e sócia dele, Mônica Moura. Assim como os delatores da Odebrecht, a solicitação falava sobre a necessidade de se ter acesso aos acordos que o casal prestou com a Justiça. No entanto, o juiz negou o pedido, pois os acordos de delação deles ainda permanecem sob sigilo, por ordem do STF. A decisão, porém, pode mudar caso o STF decida retirar o sigilo que recai sobre os depoimentos deles.

Fase final

O processo em questão trata de um suposto pagamento de propina feito pela Odebrecht ao ex-ministro Antônio Palocci, para que ele intercedesse junto ao governo federal para beneficiar a companhia. Ele foi o último réu a prestar depoimento. Se os novos depoimentos não tivessem sido marcados, Moro daria ao MPF e às defesas os prazos para que apresentassem as alegações finais.

Depois dessa etapa, os autos seguiriam para o juiz definir uma sentença, que pode condenar ou absolver os réus. Com os novos depoimentos, o andamento do processo deve atrasar um pouco.



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