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segunda-feira, 17 de abril de 2017

Câncer de colo de útero matou 101 mulheres em Alagoas em 2014

O câncer de colo de útero matou 101 mulheres em Alagoas no ano de 2014. É o que aponta o estudo do Observatório de Oncologia, divulgado no site da instituição. O estado apresentou uma taxa de mortalidade, por esta doença, de 5,93 por cada grupo de 100 mil mulheres. 
Em 2014, a maior taxa de mortalidade por câncer de colo de útero foi encontrado no Amazonas (14,97 óbitos / 100.000 mulheres) e a menor taxa em São Paulo (3,48 óbitos / 100.000 mulheres). 

Um dado alarmante é que a menor porção de mulheres que realizaram exame papanicolau se encontra justamente em Alagoas (somente 53,8% delas havia feito o procedimento naquele ano).  A vacina distribuída no Sistema Único de Saúde (SUS) é a quadrivalente, ou seja, protege contra quatro tipos de HPV: o 6, o 11, o 16 e o 18. 

Dois deles (o 6 e o 11), estão relacionados com o aparecimento de 90% dos casos das verrugas genitais e os outros dois (o 16 e o 18) estão relacionados com 70% dos casos de câncer de colo de útero. Ainda no âmbito do SUS, a vacina está disponível para meninas de 9 a 14 anos e, mais recentemente, para meninos de 12 e 13 anos.

Logo após Alagoas, o estado da Paraíba aparece com 64,2% das mulheres que havia realizado o exame em 2014. Roraima (85,2%) apresentou o melhor índice. Em 2014, o Ministério da Saúde relatou que a cobertura da vacina do HPV protegeu 108,28% das meninas de 9 a 13 anos. Aqui, foram aplicados, neste período, 159.094 doses contra a doença, em 2014.

Aproximadamente 291 milhões de mulheres no mundo são portadoras do HPV e comparando esse dado com a incidência anual de aproximadamente 500 mil casos de câncer de colo uterino, conclui-se que o câncer é um desfecho raro, mesmo na presença do vírus. Ou seja, a infecção pelo HPV é um fator necessário, mas não suficiente para o desenvolvimento do câncer do colo do útero.

Além do HPV, há outros fatores que aumentam o risco para desenvolvimento deste tipo de câncer.

Fatores ligados à imunidade, à genética e ao comportamento sexual, podem determinar a regressão ou a persistência da infecção pelo HPV e também a progressão para lesões precursoras ou câncer. Desta forma, o tabagismo, o início precoce da vida sexual, o número elevado de parceiros sexuais e de gestações e o uso de pílula anticoncepcional são considerados fatores de risco. 

A idade também interfere nesse processo, sendo que a maioria das infecções por HPV em mulheres com menos de 30 anos regridem espontaneamente, ao passo que acima dessa idade, a persistência é mais frequente. 


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