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sexta-feira, 17 de março de 2017

'Imigração é um privilégio, não um direito', diz Donald Trump

A imigração é um privilégio, não um direito, e a segurança de nossos cidadãos deve sempre vir primeiro", disse o presidente dos EUA Donald Trump em entrevista coletiva após um encontro com a chanceler da Alemanha, Angela Merkel, na Casa Branca nesta sexta-feira (17).

O presidente afirmou que os dois países vão "continuar trabalhando juntos para proteger nosso povo do terrorismo radical islâmico e derrotar o Estado Islâmico". Ele elogiou as contribuições civis e militares da Alemanha na coalização contra o EI e disse que os dois países concordam que "a segurança da imigração significa segurança nacional".

Trump disse que a conversa entre os dois foi produtiva e incluiu temas relacionados à geração de empregos e ao financiamento da Otan. Ele afirmou que dá "forte apoio à Otan", mas que é necessário que todos os países membros "paguem sua parte justa". "Muitas nações devem vastas quantidades de dinheiro [à Otan], e isso é muito injusto com os Estados Unidos. Essas nações devem pagar o que devem", disse.

O presidente americano ainda elogiou os esforços de governo de Merkel e do governo francês para buscar uma solução pacífica para a Ucrânia.

Questionado por um repórter se ele se arrependia dos tuítes que posta, respondeu que "muito raramente".

Trump também negou que pratique uma "política isolacionista" e insistiu que suas posturas respondem à necessidade dos Estados Unidos de serem tratados "de maneira justa" no cenário internacional.

Ele ainda falou sobre suas acusações de que o ex-presidente Barack Obama o espionava. Questionado por um repórter alemão sobre o motivo de a Casa Branca ter citado uma reportagem da Fox News que afirma que uma agência de vigilância britânica foi usada para grampear os telefones de Trump na campanha eleitoral, ele se virou para Merkel e disse: "Ao menos nós temos uma coisa em comum". Ele se refere aos vazamentos que sugerem que a agência de segurança nacional dos EUA tinha grampeado o telefone da chanceler alemã.

Angela Merkel começou seu discurso dizendo que "é melhor falar um com o outro do que falar um do outro". Ela disse que conversou com Trump sobre as necessidades da Alemanha em relação aos objetivos da Otan e que os dois discutiram também a continuidade da missão conjunta no Afeganistão.

Ela disse que espera que os EUA e a União Europeia possam chegar a bons acordos comerciais e reiterou que o sucesso da Alemanha na área econômica e na segurança depende da intergração europeia.

Merkel também ressaltou a "importância" da OTAN e garantiu que a Alemanha reconhece a necessidade de "aumentar sua despesa" na defesa comum. "Vamos trabalhar nisso", prometeu.

A chanceler alemã reconheceu que a Alemanha tem "muito" que agradecer aos Estados Unidos e mencionou, entre outras coisas, a reunificação alemã e o plano Marshall após a Segunda Guerra Mundial.

Ela expressou ainda seu desejo de que o presidente americano considere reabrir a negociação sobre o tratado de livre-comércio e investimentos (TTIP) entre a União Europeia (UE) e os Estados Unidos.

Merkel disse a Trump que a UE acaba de fechar um acordo de livre-comércio com o Canadá, conhecido como CETA e recentemente aprovado pelo parlamento europeu, e manifestou sua vontade de que em breve possam ser retomadas as conversas sobre o tratado entre o bloco europeu e os EUA.

A chegada de Trump ao poder impediu a aprovação do TTIP, cujas negociações começaram em 2013 com o objetivo de criar uma das maiores zonas de livre-comércio do mundo e assentar uma referência mundial com a aproximação da regulação europeia e da americana e a redução de tarifas.

Relação fria

Essa foi a primeira reunião dos dois. Merkel pretendia se reunir com Trump na terça-feira passada, mas teve que adiar sua visita devido às nevascas na costa leste dos EUA. Ela chegou à Casa Branca pouco depois das 11h30 (12h30 de Brasília).

Trump a recebeu na porta da ala oeste da Casa Branca, onde se encontra seu escritório, e ambos se deram as mãos e sorriram para as câmeras antes de entrar na mansão presidencial.

Na ocasião para fotos dos dois no salão oval, eles não se deram as mãos como ocorre normalmente com os líderes estrangeiros que visitam a Casa Branca. A imprensa americana chegou a dizer que Trump "ignorou" Merkel naquele momento. Depois, ao darem entrevista coletiva, eles voltaram a se cumprimentar.

Ambos tinham previsto falar a sós durante 15 minutos e realizar depois um encontro com suas delegações durante outros 45 minutos, seguido de uma reunião com empresários de EUA e Alemanha.

A relação entre Trump e Merkel foi fria até agora: antes de chegar ao poder em janeiro, o novo presidente dos Estados Unidos acusou a líder alemã de ter cometido "um erro catastrófico" com sua política de refugiados, enquanto ela criticou o veto migratório imposto pelo americano e suspenso por um juiz federal.

A reunião desta sexta-feira permitirá a ambos líderes ter um primeiro contato pessoal do qual não devem se esperar grandes revelações quanto a conteúdos, segundo a chancelaria alemã, já que estes serão definidos na rodada de cúpulas multilaterais dos próximos meses - da Otan, do G7 e do G20.


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