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segunda-feira, 13 de março de 2017

Automutilação: Alívio para o sofrimento psíquico




Recentemente, o G1 (site de notícia da Globo), lançou uma pauta sobre automutilação que chamou a atenção. Segundo o site, a automutilação afeta 20% dos jovens brasileiros, alegando ainda que atualmente afeta mais os jovens nas escolas dos que as drogas e o bulling. É um tema pouco tratado no Brasil, tanto que não existe nenhuma referência bibliográfica nacional que traga tais dados, as fontes utilizadas são de estudos internacionais.

Geralmente, tem seu início na fase da adolescência, de 13 à 17 anos, (etapa de alterações drásticas dos níveis hormonais e grandes descobertas). Alguns pesquisadores acreditam que pode ter origem genética também associada a fatores traumáticos durante a infância ou adolescência, possíveis abusos sexuais, negligências, separações e orfandade.

No DSM-5 (Manual Diagnóstico e Estatístico de Doença Mental), a automutilação sem intenção de suicídio está sob observação para ser tratado como como um transtorno isolado, no entanto, é muitas vezes, relacionado a distúrbios de personalidade como o Transtorno Borderline. Anos a automutilação era relacionada apenas com o Transtorno de Borderline. No, entanto, alguns estudos revelam algumas peculiaridades que divergem um transtorno do outro.

A rotina de autoagressão é marcada por queimaduras, arranhões, cicatrizes, mordidas, batidas na cabeça, entre outros. Para isso, é utilizado estilete, lâminas de barbear ou facas, tesouras, ou seja, qualquer objeto que venha a facilitar a autoagressão.

Pessoas que praticam a automutilação, na maioria das vezes, não tem a intenção de chamar atenção e nem muito menos de cometer suicídio. A sua maior motivação é trazer um alívio para sua dor psicológica. Como forma de controlar, suportar e mediar emoções. Tais como: ansiedade, raiva, sensação de vazio, perturbações da personalidade, do comportamento alimentar, entre outras.

Dessa forma, a dor emocional, transcende qualquer dor física. Como se a confusão mental afetasse e minimizasse, os arranhões, queimaduras, mordidas, batidas de cabeça em superfície dura. Tais atos são usados como mecanismo para aliviar a dor psicológica.

Para aqueles pais e amigos, ou até mesmo professores que percebem esse tipo de atitude não deve hesitar buscar ajuda de um técnico de saúde capacitado (psicólogo e psiquiatra). Lembrando que muitas pessoas, por entender que psicólogo ou psiquiatra só fazem conversar com seus clientes e só por isso dar o resultado da cura do sujeito. Vale lembrar que uma pessoa sem formação adequada, tentando ajudar, pode desencadear gatilhos comportamentais, que atrapalhem no tratamento do sujeito. E ainda mais, a pessoa que está tentando intermediar, quando não tem preparo, pode não suportar a carga emocional do outro, acarretado numa consequente doença.

Os profissionais vão buscar intermediar algumas premissas para seus clientes, como as razões que o levou a cometer tais atos, por exemplo. Já a família deve fazer uma autoavaliação do que pode estar contribuindo para o que está acontecendo. É necessário estabelecer o diálogo de forma a conseguir ouvir o grito quase imperceptível de socorro.  

A automutilação parece inexistente, mas está mais presente na vida dos jovens do que imaginamos.

*Jéssica Amanda Morais Rodrigues CRP 15/3944

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