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quinta-feira, 30 de março de 2017

Assembleia pagou R$ 15 milhões a servidores cadastrados no Bolsa Família, diz PF


Policiais federais e fiscais da Controladoria Geral da União (CGU) estão desde o começo da manhã desta quinta-feira (30) cumprindo mandado de busca e apreensão nas dependências da Assembleia Legislativa do Estado de Alagoas (ALE). Eles deflagraram a "Operação Sururugate" e informaram que, após levantamentos, descobriram que os pagamentos feitos pela ALE a pessoas cadastradas em programas sociais do governo federal, somente entre 2010 e 2013, ultrapassaram o montante de R$ 15 milhões.
Segundo apuração no local, os agentes estão recolhendo documentos considerados importantes na Diretoria de Recursos Humanos e Financeira daquela Casa Legislativa. Não há informes de que os policiais tenham como alvo algum gabinete parlamentar.
O mandado judicial, de acordo com a PF, foi expedido pelo Tribunal de Justiça (TJ) de Alagoas, a partir de representação da Polícia Federal, após parecer favorável do procurador-geral de Justiça, Alfredo Gaspar de Mendonça Neto.
Equipes da CGU também estão participando da busca e apreensão 
FOTO: EDUARDO ALMEIDA
































A busca e apreensão têm como objetivos recolher documentos e outros dados, inclusive arquivos digitais, para apurar suposto esquema de desvios de recursos da folha de pagamento do órgão, fundamentando-se em evidências colhidas durante instrução de inquéritos policiais instaurados com base em nota técnica expedida pela CGU.
A controladoria, segundo a PF, iniciou a apuração após fazer o cruzamento de dados e posterior auditoria em beneficiários do bolsa-família que, supostamente, faziam parte dos quadros funcionais da Assembleia. 
O material que for recolhido vai ser levado à sede da PF em Alagoas, para posteriores análises em conjunto com a CGU/AL.
Cinco equipes foram mobilizadas para cumprir a ordem judicial nesta manhã. Uma coletiva está programada para acontecer por volta das 10h30, na sede da Superintendência Regional da Polícia Federal em Alagoas, no bairro de Jaraguá, em Maceió, quando serão passados detalhes da operação.
Os envolvidos com o esquema podem responder pelos crimes de participação em organização criminosa qualificada (art. 2º, § 4º, II da lei nº 12.850/2013), peculato (art. 312 do Código Penal) e lavagem de dinheiro (art. 1º da Lei nº 9.613/98), cujas penas podem atingir até 32 anos de reclusão.
A assessoria de comunicação da ALE disse que a mesa diretora ainda vai se inteirar da ordem judicial para se pronunciar posteriormente.
Polícia Federal recolhe documentos em setores da Assembleia
FOTO: CORTESIA / HELIANA GONÇALVES



































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