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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Após pagar fiança, ex-presidente da Câmara de Foz do Iguaçu deixa prisão

Fernando Duso foi preso pela Polícia Federal dia 15 de dezembro de 2016.
Ele e outros 12 vereadores foram denunciados por suspeita de corrupção.


O ex-presidente da Câmara Municipal de Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná, Fernando Duso deixou a Penitenciária Estadual (PEF1) no fim da tarde de quarta-feira (1º). Ele havia sido preso pela Polícia Federal no dia 15 de dezembro de 2016 durante a 5ª fase da Operação Pecúlio, que investiga um suposto esquema de corrupção no Executivo e no Legislativo locais.

Duso teve o alvará de soltura expedido pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), em Porto Alegre (RS), após o pagamento da fiança de R$ 100 mil. Ele permanecerá em liberdade provisória e monitorado por tornozeleira eletrônica, além de estar proibido de ter contato com outros suspeitos e de acessar a prefeitura.

Contra o ex-presidente da Câmara pesa ainda a acusação de que recebia propina de empresas que mantinham contratos com a prefeitura.

Os vereadores Hermógenes de Oliveira, Paulo Rocha e Paulo César Queiroz, o Coquinho, também conseguiram a liberdade provisória, mas  devem seguir presos até o pagamento da fiança de R$ 100 mil. O advogado dos três disse ter entrado com um pedido de reconsideração do valor alegando insuficiência financeira deles.

Dos então 15 vereadores, 13 foram denunciados pelo Ministério Público Federal por suspeitas de participação no esquema que envolve o pagamento de uma espécie de "mensalinho" aos parlamentares em troca de apoio político aos projetos de interesse do ex-prefeito Reni Pereira (PSB). Ele é apontado de liderar a organização criminosa instalada na administração local.

Com a saída de Duso, nove vereadores, entre eles cinco reeleitos, permanecem presos preventivamente.

Operação Pecúlio

As investigações da PF que levaram à deflagração da Operação Pecúlio, no dia 19 de abril de 2016, indicam um esquema de corrupção na Prefeitura de Foz do Iguaçu envolvendo fraudes em licitações para a contratação de obras de pavimentação e de serviços na área da saúde.

De acordo com o MPF, a organização criminosa era comandada pelo ex-prefeito Reni Pereira (PSB), que chegou a cumprir prisão domiciliar por 106 dias. Doze presos preventivamente deixaram a prisão depois de assinarem acordos de delação premiada. Além de empresários e do prefeito, foram presos secretários, diretores e servidores de carreira.
Além dos vereadores, três dos 85 réus da ação penal que resultou da operação permanecem presos. Eles respondem, entre outros, pelos crimes de peculato, corrupção passiva, corrupção ativa, organização criminosa e fraude em licitações.

Fonte: G1
 
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