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terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Demissão em massa na Fábrica da Pedra e seus impactos.


A pergunta que mais ouvi estes dias foi, a Fábrica vai fechar?

Hoje (31) pela manhã o presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Fiação e Tecelagem anunciou a demissão em massa de funcionários da Fábrica da Pedra. O presidente recebeu o comunicado do Grupo Carlos Lira datado para amanhã.

A demissão em massa tem impacto direto na economia local e regional. São mais de 420.000,00 reais que deixam de circular diretamente no comércio da região, caminhoneiros, costureiras, vigilância, dentre outros serviços indiretos e impostos para o município.

Mas o impacto está para além do econômico. A Fábrica da Pedra possui um valor histórico para a cidade de Delmiro Gouveia, as famílias tradicionais passaram pela empresa, a cidade nasceu a partir dali, as tradicionais festas de outubro tem ligação impar com a FP, como fica a noite dos operários? A igreja da vila. Esse valor histórico é tão relevante que em outras crises as pessoas iam para frente da empresa rezar pela manutenção.

O barulho que servia de norte para muitos trabalhadores rurais está em silêncio há muito tempo. Sou testemunha disso, quando criança ao irmos para a lida diária meu pai costumava falar, o apito das 5, o apito das 6. Pra que relógios, a fábrica ditava o ritmo da cidade.

O tergal da lojinha da fábrica, a vila operária, o AGRO palco de grandes jogos, memoráveis.
Há quem neste momento esteja em lágrimas sem nunca ter trabalhado na empresa.

A demissão em massa e a incerteza quanto ao futuro da empresa expõe também a incapacidade de alguns políticos e do grupo Carlos Lira em manter a empresa em funcionamento.

O governador Renan Filho que ainda não disse para que veio, pelo menos para o povo do sertão, vai carregar consigo esse fato, caso não apresente nos próximos dias um plano de ajuda para a empresa.

O governador que nos encheu de esperança ao afirmar “A Fábrica da Pedra não vai fechar” agora está inerte e em um silêncio que enche de desesperança até o mais esperançosos.

O grupo Carlos Lyra que também afirmava que não fecharia, fica em silêncio.

Um estado que ainda possui um presidente do senado, o filho governador, ambos da base de sustentação do presidente da república não conseguem socorrer uma indústria com um valor histórico inestimável.

Delmiro nunca irá esquecer de todos os que fizeram e nada fizeram para salvar a Fábrica da Pedra.

Aos bravos que foram às ruas, oraram, rezaram, ao CDL que demostrou grandeza, é momento de união e fé como nunca antes.

Não é por 420 funcionários é por uma história é por mais de 50 mil habitantes.


Vamos a Luta, pelo valor histórico e econômico da Fábrica da Pedra.
 
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