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quinta-feira, 24 de novembro de 2016

Fiscalização flagra aterramento de quatro hectares no Rio São Francisco

Por Gazetaweb | com assessoria  

Uma área de cerca de quatro hectares, localizada às margens do Rio São Francisco, foi aterrada por um empresário do ramo da piscicultura no município de Olho D´água do Casado, no Sertão de Alagoas. O flagrante foi feito pela Fiscalização Preventiva Integrada do Rio São Francisco da Tríplice Divisa (FPI do São Francisco), através da equipe Flora. 
O espaço foi coberto com terra e pedras retiradas dos paredões que margeiam o Velho Chico. Os técnicos vão mensurar a quantidade, mas acreditam que o estrago ao meio ambiente foi grave "Para muita gente, quatro hectares podem parecer pouca coisa, porém, isso causa um impacto ambiental enorme. Estamos falando de um rio que antigamente tinha um curso e, por conta da degradação feita pelo homem, teve seu percurso interrompido em 40 mil m2. Ou seja, muita coisa muda nesse manancial", disse a coordenação da equipe.
Mesmo sem mensurar a quantidade de material retirado dos paredões, fiscais do Ibama afirmaram que, visualmente, pode-se notar o uso de uma grande quantidade de terra. "Basta olhar para os paredões para sentir a gravidade da ação. É possível enxergarmos profundas marcas de retirada de terra e de pedras, uma situação triste. É claramente profunda a degradação ao meio ambiente", lamentou a coordenação.
Aterramento de parte do rio serviria para passagem de veículos
FOTO: DIVULGAÇÃO/ASSESSORIA




















A fazenda é utilizada para o cultivo de peixes e possui licença para a atividade. Os técnicos acreditam que o proprietário desejava aumentar o cultivo e, por isso, criou uma nova área para praticar a atividade, mesmo desrespeitando a legislação.
Segundo o Ibama, uma pessoa responsável pela fazenda chegou a dizer que não havia necessidade da licença para fazer o aterramento, já que a obra serviria apenas de estrada para passagem de carros no uso da piscicultura. No entanto, de acordo com os fiscais, essa explicação está equivocada, uma vez que a área agredida é muito grande e não poderia ter sido explorada sem as devidas autorizações dos órgãos ambientais.
Os técnicos interditaram o local e proibiram o uso dos tratores, que deverão ser encaminhados a um fiel depositário, que, por sua vez, ficará responsável pelas máquinas e não poderá permitir a sua utilização. Além disso, o proprietário será notificado e, se não apresentar nenhum tipo de documentação que lhe dê licença para fazer o aterramento, será multado.
Agentes de fiscalização dizem que área aterrada é significativa
FOTO: DIVULGAÇÃO/ASSESSORIA
 
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