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domingo, 23 de outubro de 2016

Uma educação para o semiárido.


Já passamos da hora de trazermos para dentro das nossas escolas a discussão sobre agricultura como elemento econômico determinante na região do auto sertão alagoano para as próximas gerações.

Temos uma escola completamente alienada da vida agrária local. Uma escola que se orgulha de sua urbanidade como se tivesse todas as respostas para os graves problemas que vida urbana trouxe ao longo dos últimos anos. Mas, não tem.

O canal do sertão alagoano é ainda um grande desconhecido de nossas práticas pedagógicas. Um gigante a espera de projetos e objetivos até o momento desconhecidos.

Não podemos mais esperar para fazermos uma educação no semiárido com uma pedagogia própria. Numa de suas últimas entrevistas o educado Paulo Freire dizia que a esperança do Brasil estava nas marchas sociais. É preciso uma educação que marche no sertão alagoano em direção a uma educação integrada a agricultura.

É urgente que uma nova “pedagogia de terra” surja na região. Ela vai ajudar os alunos da zona rural a não mais se compreenderem como fugitivos de um “campo de concentração” e que acreditam ser a vida nas cidades a solução para os seus problemas.

Essa pedagogia precisará ter uma com consciência histórica para fazer os enfretamentos com as pedagogias dominantes que fazem a propaganda do consumo ilimitado sem preocupação com os esgotamentos dos recursos da mãe “terra”.  

Chegou a hora da escola no sertão alagoano mudar a direção.  Marcar uma posição optando pelo campo. Não significa que a escola vai abandonar a cidade, vai apenas significá-la, reinterpreta-la com um novo olhar. Sem essa fusão educação e agricultura a escola nunca irá cumprir o seu papel social de modo pleno no semiárido alagoano.

Por Bruno Mafra - Msc. Teologia



 
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