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sexta-feira, 7 de outubro de 2016

PF vai investigar ação de estudante e ameaça de bomba nas dependências da Ufal

José Vieira- Vice-Reitor
O episódio envolvendo um estudante da Universidade Federal de Alagoas (Ufal) e um homem que usava o fardamento do Exército Brasileiro nas dependências do Instituto de Ciências Humanas, Comunicação e Artes (Ichca) será investigado pela Polícia Federal (PF), segundo informou o vice-reitor José Vieira na tarde desta quinta-feira (6). Uma suposta ameaça de bomba no campus da universidade também será apurada.
De acordo com José Vieira, além da PF, o comando do 59ª Batalhão de Infantaria Motorizada (59º BIMtz) do Exército em Alagoas se prontificou a investigar a suposta participação de uma pessoa que usava um fardamento militar na ação em que houve a retirada de cartazes alusivos ao socialismo e ao feminismo, como também ameaças a estudantes universitários.
"A Ufal preza pelo espaço democrático e repudia qualquer forma de opressão. Nós somos a favor do livre pensamento. O Exército já se prontificou a investigar a participação deste suposto militar ou se alguém fez o uso indevido do fardamento, como também a Polícia federal já foi acionada para investigar o episódio, inclusive sobre uma ameaça de bomba nas dependências da universidade", disse.
Ainda de acordo com o vice-reitor, a Procuradoria Federal foi acionada para apurar se houve a participação de pessoas ligadas à comunidade acadêmica da Ufal. Se isso ficar constatado, as devidas providências serão tomadas, e os alunos poderão até ser excluídos do quadro federal.
"Se for comprovada a participação de pessoas da comunidade acadêmica, todas as devidas providências serão tomadas conforme o regimento da Universidade. Podendo ser uma simples advertência, como também a exclusão", concluiu.
Gazetaweb tentou entrar em contato com a assessoria da Superintendência da Polícia Federal em Alagoas, mas não obteve sucesso.
O caso
A ação de um estudante de engenharia no prédio do Ichca da Ufal, na tarde da última terça-feira (4), gerou polêmica entre alunos do Campus A.C. Simões, em Maceió. É que Antonio David postou em sua página pessoal do Facebook a retirada nas dependências da universidade, de cartazes relacionados ao socialismo e ao feminismo, agindo com o apoio de uma pessoa que usava o fardamento do Exército Brasileiro. 
Após a ação, Antônio David publicou uma foto em frente à imagens de Karl Marx e Friedrich Engels, com os dizeres "Ufal sendo lavada a jato". Na publicação, David classificou a atitude como "um ato de coragem", descrevendo-o ainda como uma "repressão massiva". 
A postagem na rede social recebeu apoio e críticas de estudantes, com 97 curtidas e oito reprovações até o início da noite de terça. Houve também 22 compartilhamentos e 548 comentários.
Em um dos compartilhamentos, Antonio David agradeceu àqueles que lhe externaram apoio. Ele também confirmou que agiu acompanhado de um militar do Exército, que, armado, teria intimidado estudantes que se encontravam nas dependências do bloco de Ciências Humanas. Por fim, ele afirma que "esses parasitas [em referência aos socialistas] devem ser expurgados da Ufal".

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