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sábado, 1 de outubro de 2016

Ministro da Fazenda prevê queda do desemprego para 2017

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou  sexta-feira (30), que o desemprego "certamente" tende a começar a cair a partir do ano que vem. A declaração foi feita após a divulgação da taxa de desemprego, também nesta sexta, de 11,8% no trimestre encerrado em agosto.

"A expectativa é que sim, no ano que vem. O emprego tem uma certa defasagem em relação à atividade econômica. Quando a atividade começou a dar sinais de arrefecimento já em 2014 o desemprego ainda estava baixo", disse o ministro.

"Com o crescimento da economia, evidentemente a retomada do emprego acontecerá inevitavelmente, não imediatamente. Portanto, acreditamos que durante o ocorrer do ano de 2017, certamente. E com o crescimento acentuado e continuado da economia nos próximos anos aí, de fato, o desemprego vai tender a cair de uma forma consistente. O importante é crescimento sustentável", completou.

O desemprego ficou em 11,8% no trimestre encerrado em agosto e o número de desocupados chegou a 12 milhões, segundo dados divulgados nesta sexta pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Trata-se da maior da série da Pnad, que teve início no primeiro trimestre de 2012.

Questionado se, além da desaceleração do desemprego, a criação de empregos também será retomada em 2017, Meirelles disse que "em algum momento, no decorrer desse processo nos próximos trimestres, vai começar a subir, não tenha dúvida".

O ministro destacou, entretanto, que a situação econômica ainda "é muito séria", que o Brasil "continua em recessão" e que "é prematuro dizer que já começou a recuperação".

Recomendações do FMI

O ministro também comentou as recomendações feitas pelo FMI (Fundo Monetário Internacional). Na quinta-feira (29), o fundo recomendou que o Brasil faça uma revisão do cálculo do salário mínimo e sugeriu que o país lance mão de uma reforma trabalhista, como parte das ações para "recuperar a sustentabilidade fiscal" e "retomar o crescimento".

Sobre a realização de uma reforma trabalhista, que ainda não tem prazo definido nem garantia de que será enviada pelo governo do presidente Michel Temer ao Congresso, Meirelles destacou que o FMI fez uma "recomendação genérica".

"[O FMI] Não diz exatamente como deve ser feita, se é pela Justiça ou se é pelo Congresso", disse ele, lembrando que é possível que não haja seja necessário um projeto de reforma, uma vez que já está tendo um trânsito judicial. "Mas vamos aguardar. O importante é que tem-se que fazer umas modificações visando aumentar a produtividade, a produção, o emprego e a renda de todos os brasileiros", destacou.

Com relação a sugestão do FMI de revisão da fórmula de cálculo do salário mínimo e outros benefícios que são "fonte importante de pressão fiscal", o ministro disse que o assunto será debatido no âmbito das discussões sobre a reforma da Previdência. "Isso é um assunto já colocado na medida que a reforma da Previdência ainda está em discussão", completou.

Meirelles afirmou também que o governo conta com a aprovação ainda este ano da PEC do teto de gastos e que a manutenção da retomada de nível de confiança depende da confirmação desta expectativa.



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