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segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Governador Renan Filho levou a derrota para dentro do Palácio

Por Ricardo Mota
Só um líder político sai tão derrotado desta eleição em Alagoas – não só em Maceió – quanto o governador Renan Filho: o senador Renan pai.
A família Calheiros, aliás, vai confirmando a tradição de só conseguir vitórias “expressivas” nos redutos dos tradicionais coronéis da política alagoana, sem conseguir avançar junto ao eleitorado urbano.
O agravante para o governador, no entanto, é o fato de que foi ele, em última análise, quem comandou a campanha de Cícero Almeida em Maceió.
Chegou a colocar no segundo turno como chefe da propaganda do PMDB o seu principal conselheiro, o único a quem ele ouve de fato: o marqueteiro Adriano Gehres (o seu ministro sem pasta).
O “mérito” dos dois no segundo turno?
Tornar a campanha da capital um festival de baixarias, que só afastou ainda mais o eleitor – basta ver os números da abstenção somados a votos nulos e brancos (superiores aos alcançados por Almeida em mais de 20 mil eleitores).
Lembrando que Rui Palmeira teve mais de 50% dos votos possíveis, entre os eleitores que compareceram às urnas.
Ficou evidente, nos dois turnos da eleição de Maceió, que o objetivo do Palácio República dos Palmares – mais até do que uma improvável vitória de Almeida – era cortar fundo na imagem do prefeito de Maceió.
Se a derrota em Arapiraca deve ser atribuída à soberba de Luciano Barbosa (o dos teclados), a de Almeida em Maceió tem a digital e a contribuição decisiva de Renan Filho.
Que a lição das urnas seja aprendida e ajude o jovem governador de Alagoas a amadurecer – e não apenas como político (seja lá qual for o significado que esta palavra tenha para o seu grupo).
Fonte tnh1.com.br
 
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