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terça-feira, 11 de outubro de 2016

Deputados criticam proibição da vaquejada pelo STF: "É cultura do Nordeste"

A decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que considerou a vaquejada "inconstitucional" foi duramente criticada por deputados estaduais na sessão desta terça-feira (11) da Assembleia Legislativa de Alagoas (ALE). Os parlamentares chegaram a classificar a medida como preconceituosa, destacando a importância da atividade "que é parte integrante da cultura nordestina". Pela manhã, vaqueiros protestaram em várias regiões do país, defendendo que os ministros revejam a proibição. 

Praticante de vaquejada, o deputado Dudu Hollanda (PSD) utilizou a tribuna para negar que haja qualquer tipo de agressão contra os animais nos parques de vaquejada. Segundo o parlamentar, os bois levados às arenas de todo o Brasil são bem tratados, com várias equipes - compostas também por veterinários - dispensando especial atenção aos animais. "Hoje, não se pode sequer tirar uma gota de sangue dos animais. Não há nenhum tipo de violência. Quem fala o contrário desconhece o esporte", expôs o deputado durante a sessão ordinária. 

Já na opinião de Francisco Tenório (PMN), "ainda há tempo de os integrantes do STF reverem a decisão". O parlamentar classificou a vaquejada como "esporte do povo" e lembrou que, em todo o Brasil, centenas de pessoas ganham a vida por meio da atividade. Ele também recordou que a decisão foi apertada, por cinco votos a quatro. "Estão mexendo com a cultura do nordestino. Não há nenhuma violência. Afinal, os animais são tratados como verdadeiros atletas", disse Tenório.

Para o deputado Bruno Toledo (Pros), a decisão do STF "tem uma carga preconceituosa para com o povo nordestino". Apesar de não ser praticante da vaquejada, Toledo afirmou aprovar o convívio entre vaqueiros e animais. "É um esporte, um estilo de vida, algo inerente à cultura de um povo. A decisão, tomada de dentro de um gabinete, é preconceituosa e, por isso, precisa ser revista o quanto antes", expôs Toledo. 

A decisão do Supremo decorreu de uma ação da Procuradoria Geral da República (PGR) contra lei estadual cearense que regulamentava a modalidade. Em todo o país, os defensores da vaquejada - que consiste na prática de montar a cavalo para emparelhar o boi e derrubá-lo pela cauda - garantem não haver maus-tratos, destacando que os eventos realizados Brasil afora geram emprego e renda durante todo o ano.

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