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quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Crescem casos de sífilis congênita


Dados do Boletim Epidemiológico de 2016, do Ministério da Saúde, mostram que entre os anos de 2014 e 2015, a sífilis congênita (transmitida da mãe para o bebê) teve um aumento de 19% no País. Em 2015 foram notificados 19.228 casos da doença, uma taxa de incidência de 6,5 por 1.000 nascidos vivos. De 1998 a junho de 2016, foram notificados 142.961 casos em menores de um ano.

Em Alagoas, o total de casos registrados chegou a 389 em 2015, e até setembro deste ano, a Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) já detectou 235 ocorrências dessa doença.

“Embora não saibamos se é o caso de falar em epidemia, vale alertar que os números continuam subindo”, afirma a coordenadora de DST/Aids da Sesau, Mona Lisa Santos, sobre os números da sífilis aqui no Estado.

Diante do crescimento do número de casos, o MS adotou ações estratégicas para detectar a doença no início do pré-natal e encaminhar as mães para tratamento imediato com penicilina. “É fundamental que a mulher, ao descobrir que está grávida, procure imediatamente uma unidade de saúde para fazer o teste. Se for confirmada a doença, ela e o parceiro devem iniciar o tratamento de imediato”, alerta Monsa Lisa.

A sífilis congênita, que ocorre quando a mãe transmite para o bebê, é uma doença de fácil prevenção e cura. As mulheres e homens infectados pelo Treponema pallidum recebem três doses de penicilina, medicação que, em decorrência do aumento do número de casos, foi disponibilizada pelo Ministério da Saúde para todos os estados.

“Estamos incentivando o pré-natal ainda no primeiro trimestre da gestação, ofertando teste rápido e tratamento para a gestante e seu parceiro”, afirma a coordenadora de DST/Aids, ressaltando que a administração de penicilina é o meio mais seguro e eficaz na prevenção da sífilis congênita.

A causa do avanço da sífilis, avalia Mona Lisa Santos, está relacionada à liberdade sexual (múltiplos parceiros) e à banalização do preservativo, ou seja, a popular camisinha tem sido ignorada. “Iniciamos diagnóstico para identificar as causas, mas o aumento está relacionado a esses dois fatores”, completa a coordenadora.


Gazeta de Alagoas
 
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