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terça-feira, 4 de outubro de 2016

Correios diminui receita no esporte, e natação, tênis e handebol ligam alerta

A crise financeira que atinge o Brasil chegou nos Correios. Com a conta no negativo em R$ 2,1 bilhões só em 2015 e possibilidade de fechar no vermelho em R$ 2 bilhões este ano, a entidade irá cortar investimentos no esporte, o que atingirá em cheio as contas da Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos (CBDA), da Confederação Brasileira de Handebol (CBHb) e da Confederação Brasileira de Tênis (CBT). Patrocinadas pela estatal, as entidades receberam o aviso de realinhamento e uma proposta para que elaborem novos projetos, com orçamento reduzido em relação ao acordo atual, e que serão avaliados para serem aprovados ou não.

- Na última terça-feira (27), o presidente dos Correios, Guilherme Campos, se reuniu com os presidentes da CBT, CBHb e CBDA para tratar da  renovação dos contratos de patrocínio. Na ocasião, foi solicitado às confederações que apresentassem um projeto, com valores reduzidos frente aos atuais, para ser avaliado pelos Correios. Neste momento, mantemos a informação repassada nas últimas solicitações de informações de que as renovações dos contratos de patrocínio esportivo estão em análise nos Correios - explicou os Correios através de nota enviada ao GloboEsporte.com.

O maior rombo deve ficar com a Confederação Brasileira de Desportos Aquáticos. Entre 2014 e 2016, a entidade recebeu R$ 48,7 milhões dos Correios. Em nota oficial, a CBDA informou que irá enviar uma nova proposta de acordo de patrocínio com a estatal e que pretende estudar uma forma de equilibrar suas necessidades com a atual situação da entidade. Atletas que recebiam ajuda financeira, como os jogadores de polo aquático que reforçaram o Brasil na Olimpíada Rio 2016.

Por outro lado, a Confederação Brasileira de Tênis, que recebeu R$ 17 milhões entre 2014 e 2016, irá votar uma mudança de sua sede de São Paulo para Florianópolis visando economia. O contrato com os Correios terminou no dia 26 de setembro, está em processo de renovação e hoje a CBT não conta com qualquer parceiro. A queda de arrecadação fez com que a confederação rescindisse contrato com 55 parceiros e encerrasse o apoio financeiro a tenistas como Thomaz Bellucci e Bruno Soares e Marcelo Mello, que recebiam verbas provenientes desse acordo.

Já a Confederação Brasileira de Handebol (CBHb) recebeu entre 2014 e 2016 o valor de R$ 13,5 milhões. A entidade também conta com o patrocínio do Banco do Brasil e esclareceu que foi comunicado pelos Correios da necessidade de preparar novo projeto com "valores reduzidos drasticamente". O atual contrato da estatal com a CBHb vai até o dia 27 de novembro e ainda contempla o Torneio Quatro Nações, em novembro, preparatório para o Mundial masculino que acontece em janeiro de 2017, na França. Presidente da CBHb, Manoel Luiz Oliveira explicou que a redução dos Correios atrapalha a preparação das seleções para torneios internacionais e indiretamente a gestão do novo CT, em São Paulo.

-  Toda a redução de valores afeta o global. Tudo que contemplava o recurso dos Correios e teve redução será afetado. Isso inclui os treinamentos das seleções. Sabemos que não será fácil, mas vamos buscar novos parceiros e fazer adequações no planejamento para os próximos anos. O Centro Nacional de Desenvolvimento do Handebol será afetado de forma indireta, pois a redução de valores influencia o universo global da Confederação. Para o Centro também podemos buscar parceiros para mantê-lo de forma independente - garantiu Manoel.


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