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sexta-feira, 9 de setembro de 2016

Sinteal lamenta baixo Ideb e fala em 'descompromisso político-educacional'

A presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Educação de Alagoas (Sinteal), Maria Consuelo, lamentou mais uma vez o resultado do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) 2015, que não conseguiu atingir a meta estabelecida ao estado pelo Ministério da Educação (MEC). Para a sindicalista, os índices de 3,7% e 3,1% sinalizam um "descompromisso político-educacional" perante a classe trabalhadora e os estudantes. 

Segundo a presidente, está evidente que o Estado não consegue avançar sem valorização profissional e estudantil, bem como melhoria na qualidade do ensino e otimização na estrutura física, compreendendo toda a rede educacional. Na visão de Consuelo, o sentimento é de angústia por parte de toda a categoria. 

"Há muito discurso, mas, na prática, nada funciona em um estado onde o governo é omisso, dotado de um descompromisso político-educacional. Quando conseguimos através de muita luta, é de forma pormenorizada. Este é um processo a longo prazo, por isso, o governo já deveria ter agido há muito tempo. Não vamos conseguir avançar de um hora para outra. Hoje, são mais de quatro mil professores contratados que não têm direitos garantidos, como férias remuneradas e um terço da jornada voltada para atividades extras de formação profissional", externou Consuelo. 

Maria Consuelo também citou a falta do ensino integral, que só existe "no papel". Como exemplo colocado pela presidente, a Escola Estadual Geraldo Melo, no conjunto Graciliano Ramos, cujos alunos fizeram um protesto no final de agosto, cobrando cursos profissionalizantes para compor o ensino integral. 

"O que existe é a educação integral na propaganda", pontuou a presidente, citando que o analfabetismo é um das barreiras a serem enfrentadas. Um programa do governo federal pretendia matricular 17 mil jovens analfabetos, mas o número caiu para 2 mil matrículas. 

Questionada sobre possíveis medidas para tentar reverter o quadro negativo, a presidente do Sinteal se limitou a dizer que a entidade permanece na luta cotidiana, cobrando do Poder Executivo concurso público, convocação da reserva técnica e melhores condições de trabalho. Ou seja, precisamos reestruturar toda a rede de ensino para que, no futuro, cheguemos a alcançar as metas, pelo menos". 

Ideb

Alagoas, mais uma vez, não conseguiu atingir as metas estabelecidas pelo Ministério da Educação, no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) 2015 referente aos últimos anos do Ensino Fundamental (8º e 9º) e ao 3º ano do Ensino Médio. A meta estabelecida para o estado só foi alcançada nos primeiros anos do Ensino Fundamental.

De acordo com os dados divulgados ontem, Alagoas apresentou um índice de 3,5% no 8º e 9º anos do Ensino Fundamental, um dos mais baixos do país. A meta projetada era de 3,7%. Na avaliação feita entre os estudantes do 3º ano do Ensino Médio, Alagoas apresentou um índice de 3,1%, o mais baixo também entre os estados. A meta estabelecida pelo MEC era de 3,9%. 



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