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sexta-feira, 23 de setembro de 2016

Secretaria de Educação do Estado defende reforma do Ensino Médio


A Secretaria de Estado da Educação defende a Medida Provisória, apresentada pelo MEC (Ministério da Educação) na última quinta-feira (22) e que propõe uma reformulação no atual modelo de Ensino Médio brasileiro.

A MP é baseada em documentos elaborados por técnicos de secretarias da educação de todo país que, há pelo menos três anos, discutem no Consed (Conselho Nacional de Secretários de Educação) a reforma do Ensino Médio.

“É importante dizer que a medida provisória coloca o ensino de nível médio, pela primeira vez em anos, no centro do debate educacional e com o sentido de urgência que esse tema já deveria ter sido tratado. Temos políticas bem definidas para a ​Educação ​Infantil e para o ​Ensino ​Fundamental, temos avançado em oferta de vagas e políticas públicas para o ​Ensino ​Superior, mas há, concretamente e por muito tempo, uma desestruturação e indiferença para com o nível médio. Agora, com a medida provisória, todos vão se voltar para o debate sobre a educação no nível médio”, avalia o secretário de Estado da Educação, Luciano Barbosa.


Esclarecimentos
A secretária-executiva da Educação, Laura Souza, expõe que, durante os seminários da Base Nacional Comum Curricular (BNCC), documento que reúne os conteúdos a serem lecionados na Educação Básica, ficou evidente a insatisfação de todos os setores com o modelo atual do Ensino Médio.

Laura Souza também esclarece informações equivocadas que estão sendo divulgadas, a exemplo da extinção das disciplinas de filosofia e sociologia. "Está posto na MP que 'O currículo do Ensino Médio será composto pela Base Nacional Comum Curricular, com ênfase nas seguintes áreas de conhecimento ou de atuação profissional: I - linguagens; II - matemática; III - ciências da natureza; IV - ciências humanas; e V - formação técnica e profissional.' Filosofia e Sociologia se enquadram como Ciências Humanas", explica.

Outro equívoco é sobre a formação de professores. A MP fala sobre os profissionais com “notório saber” para viabilizar a oferta do ensino técnico, ou seja, para cursos profissionalizantes que não exigem licenciatura. Para o ensino regular, continua a exigência da formação específica.

Currículo flexível 
Desde 2012, o Consed discute o tema, propondo alterações nos currículos e a flexibilização do Ensino Médio.

"A flexibilização é o ponto central desta reformulação, ela aponta para uma modernização do Ensino ​Médio e coloca o estudante e seu projeto de vida no centro do processo educativo. A flexibilização proporcionará a diversificação da oferta e possibilitará que o estudante escolha sua trilha e construa seu itinerário formativo, inclusive permitindo que ele aproveite o que estudou no ​Ensino ​Médio no ​Ensino​ Superior", pontua a secretária- executiva.

A rede estadual de Alagoas já está caminhando com propostas em consonância com o que propõe a reforma. O​ Ensino ​Médio já tem cinco tipos de oferta. Escolas com ênfase nas áreas de conhecimento também já está sendo discutida desde 2015. O Programa de Ensino Integral também já traz as inovações propostas.

"Apesar de tudo isso temos a consciência de que não será uma tarefa fácil, há inúmeros desafios a serem superados para a implementação e a operacionalização. Precisamos discutir com a comunidade escolar, estudantes, professores e gestores o desenho dos modelos de oferta no nosso Estado, a articulação com a educação profissional, a distribuição das ênfases na rede, a formação dos professores para atuar nesse novo modelo, um novo currículo baseado em competências, principalmente as competências do século XXI, conclui a secretária-executiva”, completou a gestora.​


 Agência Alagoas
 
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