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terça-feira, 6 de setembro de 2016

PT em AL sela rompimento e entrega cargos no Estado


A direção do Partido dos Trabalhadores (PT) em Alagoas deliberou, por unanimidade, na manhã de ontem, romper com o governo do Estado, em reação à posição do PMDB favorável ao impeachment da presidente Dilma Rousseff, aprovado pelo Senado no último dia 31 de agosto. Os petistas esperam que duas cadeiras sejam entregues ao governador Renan Filho (PMDB): a secretaria de Trabalho e Emprego, ocupada por Joaquim Brito, e a presidência do Serviço de Engenharia do Estado de Alagoas (Serveal), sob o comando de Judson Cabral.

Ex-vereador e atual candidato a vice-prefeito por Maceió, Ricardo Barbosa participou da reunião e, procurado pela Gazeta, disse que a permanência do PT nos quadros do governo estadual seria incoerente, já que a conjuntura política, após consolidado o impeachment da presidente Dilma, mudou no país. “A deliberação do PT de Alagoas não foi de cunho pessoal e nem é uma decisão localizada, reflete a nova conjuntura política após o golpe. O PMDB colocou-se no lado oposto e seria incoerente o PT aqui se manter aliado”, explicou.

JUSTIFICATIVAS

Os integrantes da executiva do PT em Alagoas aprovaram uma carta com as justificativas do rompimento. “O partido entende que a ação neste caminho se dá na hora certa e no momento exato, à medida que os aliados de ontem carimbaram e assinaram com todas as letras o patrocínio do golpe, contra a vontade de mais de 54 milhões de brasileiros, abrindo assim um precedente para no futuro retirarem da Nação o direito ao voto”, diz parte do documento, que é enfático sobre a saída dos petistas que hoje ocupam cargos no governo.

“Diante do exposto, o PT além de deixar o governo estadual, determina a todos os seus filiados comissionados na administração estadual para que entreguem seus cargos e retornem às nossas trincheiras de luta ao lado do povo brasileiro, vilipendiado com a decisão política que usurpou o poder de uma governante honesta, guerreira e honrada”, ressalta em carta, a direção executiva do PT em Alagoas, na expectativa de que os petistas peçam exoneração.

O secretário estadual do Trabalho e Emprego, Joaquim Brito, ex-diretor-presidente da Eletrobras no governo Lula, não quis comentar sobre a decisão do PT alagoano e, no contato telefônico, demonstrou irritação com a votação de seus correligionários. Questionado se deixará o cargo, ele repetiu: “Não, sei, não sei. Quem sabe disso é o partido, não sei como é essa questão estatutária”, falou, sem querer dar continuidade ao diálogo. Brito participou da reunião ontem e reclamou que não teve direito a voto. “Eu sou contra o rompimento, mas não pude votar. Tive só direito a voz”, queixou-se, encerrando a ligação.



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