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segunda-feira, 26 de setembro de 2016

Maternidade de Risco Habitual de Maceió será a primeira pública de Alagoas


Gledney Angelica dos Santos é uma das milhares de mães alagoanas usuárias do Serviço Único de Saúde (SUS). Ela tem 29 anos, é casada e tem dois filhos: Ketnny Raíssa Santos, de 13 anos, e Ângelo Miguel dos Santos da Silva, de 5 anos. À época do nascimento dos filhos, ela rememora que foi obrigada a sair de casa de madrugada para conseguir atendimento nas portas das maternidades e fica peregrinando para conseguir dar à luz.

Mas histórias como a relatada pela dona de casa, moradora do bairro Jacintinho, em Maceió, serão apenas lembranças do passado, já que o Governo de Alagoas vai construir a primeira maternidade de risco habitual pública do Estado. Para isso, o governador Renan Filho e a secretária de Estado da Saúde, Rozangela Wyszomirska, assinaram, na quarta-feira (21) da semana passada, a ordem de serviço para o início da unidade.

Segundo a titular da pasta, a criação da maternidade de risco habitual originou-se da percepção da necessidade de haver uma unidade responsável por atender só as gestantes de risco habitual. Com isso, a Maternidade Escola Santa Mônica (MESM) – que deve ser exclusiva para gestantes de baixo risco – também não irá sofrer mais com problemas de superlotação.


“A construção da primeira Maternidade de Risco Habitual da Rede Pública Estadual é um marco em Alagoas e irá beneficiar milhares de mulheres quando estiver construída. A nova unidade irá atender a população de Maceió e dos municípios vizinhos. Essa obra faz parte da política do governo estadual de melhorar a assistência materna e infantil, assegurando às gestantes e bebês condições de terem um acompanhamento e parto humanizado”, garantiu Rozangela Wyszomirska.

Estrutura 

A Maternidade de Risco Habitual será construída ao lado da Maternidade Escola Santa Mônica, no bairro Poço, em Maceió, com recursos oriundos de emenda parlamentar da ordem de R$ 24 milhões. Com oito andares e um amplo estacionamento, a unidade terá 100 leitos, sendo seis para internação clínica, seis para pré-parto, parto e pós-parto. O projeto completo, destinado à unidade maternal, terá uma área total de 10.067,54 me nela deverão ser realizados mil partos por mês.

A nova unidade contará também com ambulatório de assistência obstétrica e ginecológica, planejamento familiar, pediatria, auxílio às gestantes e recém-nascidos de risco e triagem neonatal de atendimento à Vítima de Violência Sexual (VVS). Também deverá contar com o Serviço de Atendimento Especializado ao HIV e Sífilis, além de um Centro de Diagnóstico por Imagem e Terapias voltadas para atendimento de gestantes e recém-nascidos com deficiência.


Saúde de Qualidade 
Conforme Wyszomirska, as alagoanas irão ter acesso ao parto humanizado, porque, atualmente, as maternidades trabalham no limite, com um déficit de leitos que acaba por inviabilizar uma assistência humanizada às usuárias do SUS. “Atualmente compramos leitos de retaguarda na iniciativa privada, mas nem sempre correspondem as nossas necessidades. Quando se tem maternidades públicas eficientes, conseguimos organizá-las para oferecer uma saúde digna à população”, pontuou a secretária de Estado da Saúde.


 Agência Alagoas
 
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