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terça-feira, 13 de setembro de 2016

Investimento do Estado em Saúde Pública é histórico: R$ 308 milhões

O Governo do Estado irá construir e reformar oito unidades hospitalares na capital e no interior, beneficiando milhares de usuários que dependem do Sistema Único de Saúde (SUS). Para executar as obras serão investidos R$ 308 milhões, provenientes de emendas parlamentares, recursos do Ministério da Saúde (MS) e investimentos do Tesouro Estadual. Informações foram publicadas no portal TNH e confirmam preocupação do Estado com a saúde do alagoano.

A construção dos novos hospitais faz parte do Projeto de Regionalização, que está sendo executado pela Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) e que beneficiará os moradores das 10 Regiões de Saúde. Destas, apenas seis têm pelo menos um hospital de médio e grande porte, compreendendo os municípios de Santana do Ipanema, Palmeira dos Índios, Arapiraca, Coruripe, Penedo e São Miguel dos Campos. 

 

De acordo com a secretária de Estado da Saúde, Rozangela Wyszomirska, Alagoas enfrenta um déficit de 2.000 leitos. No entanto, com a construção e a ampliação das unidades hospitalares, haverá uma descentralização, pois cada município terá um atendimento específico, deixando a capital com apenas 2/3 da população que precisa de acolhimento. 

Dos quatro hospitais que serão construídos em Maceió, a Maternidade de Risco Habitual irá garantir atendimento humanizado e de qualidade para gestantes e bebês. Isso porque, muitas mulheres, mesmo em gestação de baixo risco, se deslocavam para a Maternidade Escola Santa Mônica (MESM), no bairro Poço, em Maceió, causando superlotação e transtornos.

E além de ampliar a rede materna e infantil, o Governo do Estado vai construir um Hospital de Clínicas onde atualmente funciona o Hospital Escola Portugal Ramalho, localizado no bairro Farol, em Maceió. A unidade terá 150 leitos, Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e diversas especialidades médicas, além de centro cirúrgico. 

Alagoas também irá contar com o Hospital Metropolitano e o Hospital da Criança, que serão construídos no bairro Benedito Bentes, e deverão atender toda a população da parte alta de Maceió. As unidades de saúde, com 220 leitos, irão realizar procedimentos hospitalares de Alta Complexidade, em alas cirúrgicas e maternas. 

No interior será construído um Hospital em Porto Calvo, beneficiando 160 mil usuários que residem na II Região de Saúde, formada pelos municípios de Jacuípe, Japaratinga, Maragogi, Matriz do Camaragibe, Porto Calvo, Porto de Pedras, São Luiz do Quitunde e São Miguel dos Campos.


E no projeto de expansão da Rede Hospitalar do Estado também consta a construção de um Hospital em União dos Palmares e a ampliação e reforma dos Hospitais de Delmiro Gouveia e Viçosa. Desse modo, segundo a secretária de Estado da Saúde, os usuários do SUS terão uma série de serviços em sua região e não haverá necessidade de serem encaminhados para o Hospital Geral do Estado (HGE), em Maceió.

Regulação e Prontuário Eletrônico – Para regular os leitos desses hospitais, a secretária de Estado da Saúde informou que será colocada uma Central de Regulação de Oferta de Serviços à Saúde, na qual as ações são voltadas para a regulação do acesso na área hospitalar e ambulatorial, contribuindo para a integridade a assistência, propiciando o ajuste da oferta assistencial disponível às necessidades imediatas do cidadão. 

Além disso, será disponibilizado também um Prontuário Eletrônico do Paciente (PEP), cuja finalidade é registrar a situação de cada usuário, oferecendo acesso prático às inúmeras informações de banco de dados, recursos de apoio à decisão, alertas e diversos outros recursos. 

 

“Os alagoanos irão ter mais saúde, porque atualmente trabalhamos no limite, com déficit de leitos que acaba por inviabilizar uma assistência humanizada aos usuários do SUS. Em virtude disso, temos que comprar leitos de retaguarda na iniciativa privada e que nem sempre correspondem as nossas necessidades. Quando se tem o hospital público, conseguimos organizar, realizar um credenciamento para garantir bons especialistas nas áreas e, com isso, oferecer uma saúde digna à população”, destacou a secretária de Estado da Saúde. 

Agência Alagoas
 
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