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terça-feira, 27 de setembro de 2016

Collor reage a pacote que corta direitos dos trabalhadores e aposentados

O líder do bloco Moderador no Senado, Fernando Collor de Mello (PTC), classificou como "inaceitáveis e absurdas" as eventuais propostas do governo federal que projetam cortes nos direitos assegurados aos trabalhadores e aposentados. As matérias devem ser enviadas ao Congresso até dezembro. O parlamentar reconhece que algumas reformas se fazem necessárias para que o país retome o crescimento econômico, mas enfatiza que não se deve "sepultar conquistas históricas e já consolidadas". As declarações de Collor foram dadas durante visitas a municípios alagoanos localizados no Sertão e Agreste, nesse final de semana.

De acordo com Collor, todas as vezes em que o Brasil enfrenta uma "grave crise econômica", o corpo técnico do Ministério da Fazenda sempre pensa, inicialmente, em penalizar os trabalhadores e aposentados. Para o ex-presidente, exemplos recentes no Brasil mostram que é possível realizar as reformas estruturantes mantendo as conquistas dos trabalhadores. Conforme os textos das reformas que devem ser encaminhadas ao Congresso, os brasileiros devem ser aposentar com idade mínima de 65 anos, enquanto a jornada de trabalho deve também ser alterada.

"Quando fui presidente do Brasil, meu primeiro decreto foi determinar a equiparação e o pagamento retroativo a todos os aposentados do Funrural, que recebiam menos da metade de um salário mínimo. Minha equipe econômica chegou a dizer que este ato de justiça iria quebrar o país. À época, o Brasil quebrou? Houve algum problema maior? Não! Tal exemplo pode ser aplicado neste contexto. Esses técnicos do Ministério da Fazenda que se trancam em salas com ar-condicionado e tapetes felpudos devem encontrar outros caminhos. Mexer com os trabalhadores não dá. Vou lutar contra essas reformas", expôs o senador.

A preocupação sobre as alterações nos direitos dos trabalhadores foi levada pelo senador Fernando Collor ao presidente Michel Temer (PMBD) na primeira reunião individual que o peemedebista teve com as lideranças do Congresso Nacional após o processo de impeachment. Segundo Collor, o presidente foi alertado a "abrir os olhos", de modo a desenvolver outras formas capazes de recolocar o Brasil no caminho do desenvolvimento. "Não podemos resolver os problemas do país penalizando mais uma vez o trabalhador. O país está em crise? Está! Mas esse pessoal precisa dar outra solução aos problemas nacionais, que são graves. Tungar mais uma vez o bolso do brasileiro não dá", frisou Collor.

Diante do quadro atual, com recessão econômica, inflação e desemprego, Collor acredita que o Brasil precisa, neste momento, agir de forma inversa da que está sendo projetada, "valorizando a classe produtiva, o empregado do dia a dia, o consumidor popular que faz a economia girar e crescer". Em síntese, reforçou ele, deve-se garantir ao máximo o poder de compra, "nem que seja evitando retirar os benefícios que resultem em ganhos pecuniários a que fazem jus grande parcela dos brasileiros".

"É hora, portanto, de relativizar algumas iniciativas. É hora de criar um entendimento consensual, que reconheça ao máximo a imutabilidade dos direitos alcançados e coloque o trabalhador brasileiro como prioridade de toda e qualquer política pública. O Brasil é grande! O Brasil é rico! Mas sua gente só o manterá assim se tiver seus direitos sociais garantidos, preservados e valorizados, em toda e qualquer situação", declarou Collor.



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