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segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Collor nega candidatura a prefeito de Maceió e reforça apoio ao candidato do PTC

O senador Fernando Collor de Mello (PTC) descartou, na manhã desta segunda-feira (12), a possibilidade se tornar candidato a prefeito de Maceió nas eleições deste ano, como vinha sendo noticiado em postagens de blogs de jornalistas de Alagoas antes mesmo de a campanha ser iniciada. Collor reafirmou, durante entrevista exclusiva ao programa Ministério do Povo, da Rádio Gazeta, que tem compromisso com o mandato no Senado Federal até o fim e reforçou apoio ao candidato Paulo Memória na disputa majoritária na capital.

"Perguntam muito se eu seria candidato a prefeito, mas sou o senador que as pessoas elegeram. Tenho seis anos de mandato a cumprir e muitas coisas a fazer por Maceió também. A possível candidatura a prefeito de Maceió me deixaria muito orgulhoso. Porém, no momento, o meu compromisso é cumprir o meu mandato", confirma o senador. 

Collor explicou que a impulsão de seu nome às eleições deste ano foi dada por jornalistas, classificados por ele, de confrades. Segundo o senador, estes profissionais 'cismaram' que existia a possibilidade de a candidatura ser viabilizada. Ele diz que interpretou estes anúncios antecipados com bastante cautela, porém com tranquilidade. 


"Não sou candidato a prefeito, o meu partido tem o candidato, o Paulo Memória e o coronel Ivon como vice. Eu estarei trabalhando para que tenham êxito porque é um projeto inovador. Agradeço e noto que há um desejo um pouco camuflado desses confrades pela simpatia que eles têm com meu nome. Entendo a boa intenção, mas eles cometeram uma tremenda barrigada", avalia Collor.
Campanha propositiva

Sobre a campanha eleitoral em Maceió, o senador diz lamentar a troca de farpas entre os candidatos que aparecem mais bem avaliados nas últimas pesquisas. Na opinião dele, o eleitorado de Maceió estaria preocupado em ouvir e entender as propostas que cada um teria para resolver os inúmeros problemas que a capital tem. "Lamento o nível de campanha atual, pois não está de acordo com o que pensam os maceioenses. Queremos saber os planos para melhorar todas as áreas e não ouvir troca de acusações", observa.

O senador disse que está empenhado em ajudar os seus candidatos no interior e na capital, dando suporte em caminhadas e carreatas. Nestes eventos, Collor afirma ter percebido os eleitores animados e preocupados com os projetos de cada postulante. "Esta será uma das eleições mais tranquilas que Alagoas já teve. O voto tem que ser conquistado por todos os candidatos. Eles devem se desdobrar para convencer cada eleitor. É uma campanha sem ostentação porque não se tem recursos para tal. Encontro nas ruas uma manifestação popular valorosa, firme e que anseia por uma campanha de muita paz", detalha.

Na avaliação dele, levam vantagem nesse processo eleitoral os candidatos que já são conhecidos e tenham trabalhos executados para mostrar. Para Collor, o tempo da campanha e do guia eleitoral resumiu bastante o processo e impulsionou os candidatos a mudarem a estratégia para atrair os eleitores pelo voto.

Mudança no governo federal

"Questionado sobre a definição do cenário político nacional, Collor reafirma que o País tem a esperança renascida com a mudança do governo federal e a possibilidade de dias melhores surgirão partir de agora. Ele diz acreditar que o presidente Michel Temer (PMDB) e a nova equipe têm consciência dos inúmeros problemas que o Brasil enfrenta, sendo o principal deles a desestabilização econômica.

"O caminho é buscar a estabilidade na área política para ter estabilidade na área econômica. Essas esperanças precisam ser confirmadas para que o Brasil renasça. A base política deve ser apaziguada para, em seguida, avançar na pauta econômica. Deve haver ajustes das contas públicas para ter orçamento equilibrado e evitar deficit nas contas nacionais. O contingente de 12 milhões de brasileiros desempregados também tem pressa para ter a situação resolvida. O novo governo tem um tempo razoável para fazer esse esforço pelo País", avalia. 

Reformas

Sobre as reformas trabalhista e previdenciária, previstas pelo atual governo, Collor diz que já ouviu, da imprensa nacional, inúmeros absurdos e que seria necessário aguardar a chegada dos projetos ao Congresso Nacional para que um juízo de valor seja emitido. "Em cima do projeto, vamos [os deputados e senadores] nos debruçar para defender os direitos trabalhistas já conquistados", confirma.

Ele disse que Temer goza, atualmente, de boa relação com o Congresso Nacional, mas que pequenos desentendimentos entre o PMDB e o PSDB devem ser dirimidos para reforçar a base de governabilidade e estabilidade do novo presidente. Acerca do deputado afastado Eduardo Cunha, Collor diz acreditar que o caso será mesmo encerrado esta tarde, quando os parlamentares votam pela cassação do mandato do ex-presidente da Câmara Federal. "É outro fato para dar tranquilidade à base parlamentar do governo Temer", avalia.


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